
A queda do movimento do setor de bares e restaurantes em Campinas e região é dramático em função da Covid-19.
A pergunta que não quer calar é: a tolerância de 1 h no horário de funcionamento será o suficiente para evitar mais quebradeiras nesta segunda onda da pandemia?
A resposta é direta: não...
Ao decretar a fase laranja do Plano São Paulo, todas as cidades da RMC sofrem os impactos diretos das restrições.
Os bares terão que fechar as portas e os restaurantes poderão atender até às 20 h.
O protesto do setor realizado na segunda feira (25) reflete o desespero de toda a cadeia de negócios está vivenciando.
As histórias de empresários que tiveram que desfazer de reservas, imóveis e carros para suportar a crise, são recorrentes.
A onda de desemprego atinge diretamente a vida das famílias, incluindo crianças, que também estão impedidas de frequentar as escolas.
Enquanto a referência para a adoção destas medidas for o número de leitos de terapia intensiva (UTI), a lógica do Plano São Paulo persiste.
Os tratamentos precoces não são adotados como medidas para minimizar o número de internações.
A adoção de protocolos preventivos permitiria a adoção de um outro indicador para gerenciar a crise.
As medidas de flexibilização para o setor são tímidas frente a gravidade da diminuição do faturamento do setor.
As novas medidas do Plano São Paulo, anunciadas na última sexta-feira, dia 22, também cairam como uma bomba nas cidades que vivem do turismo.
Cidades do interior paulista que estão na fase vermelha não estão permitindo a abertura dos estabelecimentos nos fins de semana.
Até o dia 8 de fevereiro são essas as medidas previstas.
E os prefeitos, até quando irão seguir esta lógica perversa do Plano São Paulo?
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