
Consternado, digito essas palavras. Quatro crianças, anjinhos, foram barbaramente assassinadas em Blumenau, cidade de Santa Catarina, nesta quarta-feira (05). Um monstro desferiu golpes de machado e, além de praticar uma hecatombe, feriu, com a morte da felicidade, todas as pessoas com civilidade, amor no coração e que consideram como sagrada a dignidade da vida humana.
Na profusão de sentimentos, da agonia e desespero, questiono: como chegamos a este estado de coisas? Como sociedade, onde erramos? O que fazer para evitar novos ataques em escolas? Como punir esses psicopatas? A ciência o que diz sobre tais personalidades horrendas?
O estado brasileiro precisa debruçar-se com afinco em tais temas. Caso contrário, corremos o risco de assistirmos mais barbáries, como os justiçamentos com as próprias mãos, prosperar. O ímpeto do Direito Natural precisa ser contido, enquanto há tempo.
Mas principalmente, frise-se, precisamos como nação entender, no cerne, o que motiva tais comportamentos monstruosos, para combatê-los com efetividade.
Discursos explosivos e inflamados, especialmente em momentos de grande tristeza coletiva, mais confundem do que informam. Nas redes sociais, especialmente, essa é a conduta dominante. A miséria é tanta que ainda há aqueles que lucram até na desgraça, com os cliques e monetização dos conteúdos.
Porém, o momento é de serenar a mente e de agir com urgência, com investimentos, lei e a razão, para o bem das crianças e futuras gerações.
Mín. 14° Máx. 26°