
Lula (PT) tomou posse como Presidente da República neste domingo (01). Pelos próximos quatros anos, se a providência divina assim permitir, e caso o petista tenha argúcia, para citar o preceito de "virtú e fortuna” de Maquiavel, ele será o mandatário até 2026.
Não adianta reclamar, gritar, chorar, espernear e convulsionar. Também de nada adiantará ficar em estradas fazendo bloqueios, ou aglomerações em portas de quartéis. A realidade, goste ou não, é essa apresentada em Brasília: Lula subiu a rampa do Palácio do Planalto com Janja, a tiracolo com Geraldo Alckmin (PSB) e dona Lu. E pasmem, a Marinha, Aeronáutica e Exército estavam lá.
O melhor a fazer é ir para casa, e organizar a oposição para daqui a quatro anos. Importante salientar que as eleições foram limpas e as urnas são invioláveis, conforme ficou comprovado em repetidos testes realizados pela Justiça Eleitoral e até pelas Forças Armadas. Portanto, Bolsonaro (PL) perdeu no voto e a vitória de Lula é legítima.
Uma das facetas da idade adulta é saber lidar com as frustrações. Perder um grande amor, ser rejeitado, a derrota do time do coração na final, ser corneado, a morte de um ente querido e perder eleições são coisas tristes, realmente amargurantes, mas que acontecem na vida real.
Lula faria bem se criasse um programa de terapia em massa para todos os golpistas. No divã, traumas dos canalhas de plantão poderiam ser amenizados e até curados. Com mais Freud e menos Olavo de Carvalho tatear a aspereza do cotidiano fica mais tranquilo. Assim, seria mais fácil aceitar que Lula ganhou e que não há o que fazer fora da democracia no Brasil de 2023. Perdeu, mané! Aceita!
Mín. 14° Máx. 26°