
Nova Venécia, lá no Espírito Santo, cidade onde Richarlyson nasceu, nesta quinta-feira (24), teve mais um motivo para se orgulhar do rebento. O camisa 9, no segundo gol, fez uma pintura ao receber a bola, dominar, girar o corpo e soltar um voleio magistral. Foi uma pintura. Digna de ser chamada de síntese do talento futebolístico tupiniquim.
Há muito tempo o Brasil não tinha um camisa 9 com esse esmero. O último centroavante de respeito, de fato, foi Ronaldo Fenômeno.
Se no primeiro tempo o capixaba foi apático. Tudo transformou-se na segunda jornada. Como um dançarino de “Macamba”, expressão africana popular em Nova Venécia, o artilheiro foi quase que onipresente, e assumiu a responsabilidade de abrir o placar, e, em seguida, deixar os ânimos mais calmos com o golaço contra a Sérvia.
O faro de gol e de fazer o povo feliz, em campo, também é real fora das quatro linhas. Richarlyson é engajado em diversas causas sociais, como o combate ao racismo, defesa do meio ambiente e com doação de alimentos para pessoas carentes.
Lúcido, bom de bola, e inteligente dentro e fora de campo. Pelo primeiro jogo, o goleador tem tudo para ser o protagonista da Seleção Brasileira nesta edição da Copa, e um dos símbolos dos novos tempos que começarão em 2023, com a saída do genocida do poder.
É impossível não compará-lo com o bolsonarista e abestalhado Neymar, gênio em campo, mas execrável na vida. Em tudo, sou mais Richarlyson.
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