
Misael Marcelino da Silva, vulgo Mizael Marcelly, usa uma régua para medir aqueles que, por algum motivo, financeiro na maior parte dos casos, não lhe atendem ou agradam, se é que me entendem. E outra régua, pequena, vulgar e imprecisa, para medir os próprios erros, desvios morais, éticos, ou picaretagens, para ficar no popular, e até crimes contra o erário público. Isso mesmo: estou escrevendo sobre um marginal com uma grande ficha corrida em peculato e enriquecimento ilícito.
Se for o caso, posso provar na Justiça tudo que estou escrevendo. O desafio está lançado. Por exemplo, enquanto Mizael arrota moralidade, escreve notícias aparentemente isentas, ele nada diz sobre as investigações do MP (Ministério Público) que pesam contra ele pelo suposto recebimento de “rachadinha” na Câmara de Paulínia.
Pasmem: Mizael foi exonerado de um cargo na Casa Legislativa, a pedido da promotoria, porque não tinha curso superior. Na prática, ele ocupou uma função, paga com dinheiro público, sem a qualificação necessária para realizar o trabalho. Mesmo sabendo da regra, ele aceitou ser nomeado.
À época da exoneração, em 2019, o jornalista especialista em compadrio deixou a função no legislativo com o “rabicó entre as pernas”. Mizael “tomou que até roncou”, para usar uma frase do meu homenageado da vez.
Aliás, Marcelly, por favor, tenha a decência de responder a seguinte pergunta: o senhor já devolveu esse dinheiro, recebido de forma irregular segundo o MP, para os cofres municipais?
Além disso, depois que deixou o cargo o jornalista marginal supostamente continuou praticando a tal “rachadinha”, ou divisão do salário, com outro jornalista. Um bafo essa história!!!
Apesar desse triste histórico, repleto de desserviços prestados à comunidade e para o jornalismo, Marcelino recebeu o título de “Cidadão Honorário de Paulínia por indicação” da ex-vereadora e atual Secretária de Educação de Paulínia, Ângela Duarte. Em que mundo vive Ângela?
Por uma questão de Justiça e bom senso, esse título deveria ser suspenso ou retirado. Como pode um cidadão ser investigado por ter recebido “rachadinha”, ou dinheiro oriundo da marginalidade, na Câmara, e mesmo assim gozar de tal honra na mesma instituição?
Por hoje é só, mas prometo que trarei mais novidades sobre o nosso talentoso jornalista. Au revoir!
Nota Oficial
O MP, de forma oficial, informou para o Zatum que não poderia passar nenhuma informação sobre as investigações envolvendo Misael Marcelino da Silva porque o “procedimento tramita sob sigilo, não podemos fornecer informações”, informou a Assessoria de Imprensa da promotoria.
Mín. 14° Máx. 26°