15°C 25°C
Campinas, SP
Publicidade

CCJ aprova proposta que amplia a atuação da iniciativa privada em presídios

Billy Boss/Câmara dos Deputados O deputado Capitão Alberto Neto recomendou a aprovação da proposta com mudanças A Comissão de Constituição e Just...

31/08/2022 às 09h55
Por: Zatum Notícias Fonte: Agência Câmara de Notícias
Compartilhe:
O deputado Capitão Alberto Neto recomendou a aprovação da proposta com mudanças - (Foto: Billy Boss/Câmara dos Deputados)
O deputado Capitão Alberto Neto recomendou a aprovação da proposta com mudanças - (Foto: Billy Boss/Câmara dos Deputados)

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que permite à iniciativa privada atuar no apoio a alguns serviços de segurança em presídios, como a movimentação interna de presos e o monitoramento por tornozeleira eletrônica.

Continua após a publicidade

A lei atual restringe essa atuação aos serviços de conservação, limpeza, informática, telecomunicações e manutenção de prédios, bem como prevê parcerias com empresas privadas na execução de trabalho pelo preso.

Continua após a publicidade

A versão aprovada é um substitutivo do relator, deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM).

Continua após a publicidade

Segundo Neto, as alterações permitem que a iniciativa privada atue em apoio, e não diretamente nos serviços de segurança pública, como estava previsto na redação original do Projeto de Lei 2694/15, de autoria da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou o Sistema Carcerário Brasileiro.

Pelo texto aprovado, a responsabilidade pela atividade fim nos presídios continuará a cargo da polícia penal. "O sistema terceirizado não vai poder fazer a movimentação interna de presos, mas sim o apoio dessa movimentação. O sistema não vai poder fazer o monitoramento diretamente, mas sim apoiar com tecnologia. A responsabilidade ficará com a polícia penal", justificou o relator.

Para a deputada Erika Kokay (PT-DF), o texto aprovado contraria decisão do Congresso Nacional que criou a Polícia Penal e considerou seus agentes como parte da segurança pública (Emenda Constitucional 104). Além disso, a deputada argumentou que ainda é preciso definir a estrutura desse órgão antes de decidir sobre a entrada da iniciativa privada.

“Se busca regulamentar a privatização dos presídios, sem que se tenha clareza sobre quais são os parâmetros para essa própria privatização”, criticou. Erika Kokay também defendeu a manutenção de concurso público para policiais penais porque, segundo ela, seria difícil aferir a qualificação de terceirizados para atuar no setor.

Na mesma linha, o deputado Subtenente Gonzaga (PSD-MG) disse que o texto, “apesar do ajuste feito pelo relator, ainda é frágil do ponto de vista da segurança jurídica”. Ele reiterou que a segurança de presídios é uma política de Estado, portanto não é delegável à iniciativa privada.

Tramitação
O texto ainda precisa ser analisado pelo Plenário da Câmara, antes de seguir para o Senado.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Campinas, SP
15°
Tempo nublado

Mín. 15° Máx. 25°

15° Sensação
2.08km/h Vento
80% Umidade
0% (0mm) Chance de chuva
06h49 Nascer do sol
17h36 Pôr do sol
Qui 28° 14°
Sex 27° 12°
Sáb 26° 13°
Dom 27° 16°
Seg 18° 15°
Atualizado às 03h01
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,16 -0,12%
Euro
R$ 5,89 -0,05%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 342,144,79 -1,42%
Ibovespa
172,020,69 pts -0.25%
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade