
A Polícia Militar prendeu seis pessoas em Mogi Guaçu e Mogi Mirim entre a tarde de quarta-feira (28) e a madrugada desta quinta-feira (29), em ocorrências que envolveram tráfico de drogas, furto de cabos telefônicos e o cumprimento de três mandados de prisão em aberto. Duas cidades, três frentes distintas de patrulhamento — e um ponto em comum: em todos os casos, a ação partiu de abordagem de rotina ou de denúncia.
No Jardim Zanioni II, em Mogi Guaçu, a denúncia dava conta de que dois irmãos separavam e vendiam entorpecentes na casa, além de guardar utensílios para o preparo e a embalagem das drogas. Quando as equipes chegaram ao endereço, na noite de quarta-feira (28), um dos suspeitos estava no quintal. Ao perceber a viatura, ele correu com um segundo indivíduo, mas o cerco dos militares impediu a fuga e os dois foram abordados.
Com um deles, os policiais encontraram uma pedra de crack no bolso. Com o irmão, havia um invólucro plástico com porções da mesma droga já individualizadas. Na averiguação dentro da residência, a equipe localizou outra pedra de crack, 124 microtubos contendo cocaína e uma balança de precisão. Os dois receberam voz de prisão e foram levados à Central de Polícia Judiciária, onde permaneceram presos. Todo o material foi apreendido.
Horas depois, já na madrugada desta quinta (29), o patrulhamento se voltou para Mogi Mirim. No Bairro Saúde, os militares viram um homem pedalando uma bicicleta e transportando um rolo de fios, aparentemente telefônicos. Na busca pessoal, encontraram um pequeno pedaço de cabo e uma faca com lâmina serrilhada. Poucos metros atrás, na mesma via, havia outro trecho, bem mais extenso.
Questionado sobre a procedência do material, o suspeito disse primeiro que o havia "encontrado" na rua. Diante de novas perguntas, mudou a versão: admitiu ter retirado os fios de outra via e indicou o endereço. Na Avenida da Saúde, os policiais confirmaram a fiação danificada na via pública e localizaram um alicate caído no asfalto — ferramenta compatível com o corte do cabo. Ele permaneceu preso e os fios foram apreendidos.
Mandados em aberto
A terceira frente foi o cumprimento de mandados. No fim da tarde de quarta-feira (28), no Jardim Inocoop, em Mogi Mirim, a PM prendeu um homem procurado por roubo, com pena de 7 anos a cumprir em regime fechado. No início da noite, no Parque Real, uma mulher condenada por homicídio culposo na direção de veículo foi detida — pena de 5 anos, em regime semiaberto. Já na madrugada desta quinta, em Mogi Guaçu, outra mulher, procurada por crime contra a honra, foi localizada e presa.
Os três foram encaminhados à Central de Polícia Judiciária e permanecem à disposição da Justiça.
O que muda para o morador
As três ocorrências apontam para um padrão que se repete na região: a maior parte das prisões nasce de patrulhamento de rotina ou de denúncia de vizinhos, e não de investigação prévia. No caso do tráfico, a presença de insumos de embalagem e balança de precisão indica que o imóvel funcionava como ponto de preparo, e não apenas de venda — o que amplia o alcance da rede atendida.
Já o furto de cabos telefônicos tem efeito direto sobre serviços essenciais: além do prejuízo à operadora, a retirada da fiação pode deixar moradores e comércios sem comunicação por horas. Por isso, as madrugadas têm sido alvo de patrulhamento constante nas duas cidades.
O que diz a lei: homicídio culposo na direção de veículo é o crime previsto no Código de Trânsito Brasileiro (art. 302) para quem causa morte sem intenção, por imprudência, negligência ou imperícia. A pena varia conforme as circunstâncias — embriaguez ao volante, por exemplo, eleva a punição.
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