A administração Paulo Silva (PDT) admitiu a existência de alimentos estragados usados na merenda escolar de aproximadamente mil alunos da rede municipal de ensino. Por meio de nota divulgada, na tarde desta terça-feira (17), no Facebook oficial da Prefeitura de Mogi Mirim, foi relatado que itens como arroz, feijão, leite em pó serão trocados.
Os alimentos serão trocados justamente porque estão estragados.
Para apurar o caso, a Polícia Civil esteve nesta terça no depósito de alimentos da prefeitura. A ação foi acompanhada pela PM (Polícia Militar) e por um delegado de polícia.
Merendeiras denunciaram que crianças estavam passando mal após consumirem merendas fornecidas pela prefeitura. Responsáveis pelos alunos também relataram que as crianças, em muitos dias, chegavam em casa com “fortes dores na barriga”.
Ainda na nota, a gestão Paulo Silva tentou justificar alegando que os alimentos podem apresentar problemas que os deixam “impróprios para o consumo”.
Confira a nota da gestão Paulo Silva na íntegra:
Nota de esclarecimento
A nutricionista, Silvia Maria Sozza, e o chefe de equipe do Estoque da Merenda Escolar, Genivaldo Luiz da Silva, ambos da Secretaria de Educação, esclareceram que os alimentos da merenda escolar que foram separados para a troca, entre eles arroz, feijão e leite em pó, estão dentro do prazo de validade.
Porém, ainda assim, os produtos que chegam em grande quantidade para abastecerem cerca de 48 unidades, entre elas entidades, Escolas Municipais de Educação Básica, EMEB’s, e Centros Educacionais Municipais de Primeira Infância (CEMPI’s), podem apresentar qualquer tipo de problema que o deixe impróprio para o consumo, sendo que ao sinal de qualquer suspeita, a orientação é para que o produto não seja preparado e sim trocado imediatamente. “Não se trata de algo corriqueiro, mas, quando acontece a gente está aqui para evitar que chegue no prato das crianças”, ressaltou Silvia.
Ainda segundo a nutricionista da Educação, desta vez, a quantidade de alimentos para troca está maior por conta do período da greve dos servidores municipais. “Antes de a greve começar, as dispensas das escolas já estavam abastecidas e os alimentos ficaram parados por quase um mês, o que pode ter acarretado os problemas que foram identificados”, pontou.
Por fim, Silvia disse que a secretaria de Educação trabalha para oferecer o melhor para os mais de nove mil alunos da rede municipal. “Estamos aqui para servir as crianças como se elas fossem um filho nosso. Nós queremos saúde e aprendizado, e isso aqui não é corriqueiro, mas se detectado vamos pedir a troca”, enfatizou.
Há 11 anos na Prefeitura, o chefe de equipe do Estoque da Merenda Escolar, Genivaldo Luiz da Silva, esclareceu que os alimentos que serão trocados são levados ao estoque da merenda escolar para que a retirada seja feito pelo fornecedor. “A troca acontece de forma rápida e a escola já recebe um alimento adequado de forma imediata. Eu também sou pai de família e penso que nós não podemos é servir algo impróprio”, relatou.