A Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas se apresenta neste sábado (2) e domingo (3) às 19h e às 10h, respectivamente, no Teatro Municipal Castro Mendes sob a regência do maestro convidado, Cláudio Cruz. Os ingressos estão à venda clicando aqui e nas bilheterias do teatro.
O programa traz obras de Maurice Ravel, 'Alborada del Gracioso’, Heitor Villa-lobos, ‘Bachianas Brasileiras Nº5’ e ‘Violas’ de 'Miniaturas', Johannes Brahms, ‘Sinfonia N. 2’. Como solista, a convidada é a soprano Rosana Lamosa.
A obra “Alborada del Gracioso” de Ravel, é uma pequena peça orquestral que foi executada pela primeira vez em 1919 e faz parte de um dos cinco movimentos de sua suíte “Mirairs”. Esta peça foi criada originalmente para um balé, no entanto, entrou para o repertório de concertos com muito sucesso.
As Bachianas Brasileiras, uma das composições do mestre Villa-Lobos mais conhecidas em todo mundo, é uma perfeita fusão o folclore brasileiro (a música caipira) e as formas pré-clássicas de Bach.
Com apenas dois movimentos, serão apresentados a famosa Ária ‘Cantilena’, que foi composta em 1938, sobre texto de Ruth Valadares Corrêa, e teve sua estreia em 25 de março de 1939, no Rio de Janeiro, com a própria Ruth cantando sob a regência de Villa-Lobos; e o segundo movimento, Dança ‘Martelo’ composto apenas em 1945, sobre texto do poeta Manuel Bandeira.
Outra peça de Villa-Lobos que faz parte do programa é ‘Violas’ de ‘Miniaturas’ , uma das composições que fazem parte de um grupo de peças distintas com o nome de “Miniaturas”.
Considerado ainda em vida o maior compositor das Américas, Heitor Villa-Lobos escreveu cerca de mil obras e sua importância reside, entre outros aspectos, no fato de ter utilizado o folclore brasileiro em suas obras, tornando-se o maior expoente do nacionalismo musical brasileiro. Foi, também, através de Villa-Lobos, que a música brasileira tornou-se mundialmente conhecida.
Johannes Brahms compôs a Sinfonia nº 2 no verão de 1877 em uma cidadezinha da Áustria. Esta composição foi considerada breve quando comparada com a Primeira Sinfonia, que levou 21 anos para ser concluída. Seu clima alegre e quase pastoral levou alguns a compará-la com a Sexta Sinfonia de Beethoven, incentivando Brahms a escrever ao seu editor que sua sinfonia “é tão melancólica que você não será capaz de suportá-la. Nunca escrevi algo tão triste, e a partitura deve sair de luto”.