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Cidades Monte Mor

Comissão decide continuar CP sobre “médicos fantasmas” que pode cassar o prefeito de Monte Mor

Avaliação é que Edivaldo Antônio Brischi sofreu mais uma derrota jurídica e política

19/01/2022 às 20h44 Atualizada em 19/01/2022 às 22h53
Por: Zatum Notícias Fonte: Raoni Zambi
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Prefeito Edivaldo Antônio Brischi poderá perder o mandato no início de março (Crédito: arquivo pessoal)
Prefeito Edivaldo Antônio Brischi poderá perder o mandato no início de março (Crédito: arquivo pessoal)

A CP (Comissão Processante) instaurada na Câmara de Monte Mor decidiu, nesta quarta-feira (19), dar continuidade às investigações sobre os pagamentos aos “médicos fantasmas”. Os profissionais de saúde foram pagos pelo prefeito Edivaldo Antônio Brischi (PTB) em agosto e setembro do ano passado, mas não trabalharam um dia sequer para a população. Os prejuízos aos cofres públicos são de aproximadamente R$ 700 mil. 

O presidente da CP, o  vereador Nelson Almeida (Solidariedade), e o membro Professor Fio (PTB) votaram pelo prosseguimento da apuração. Já a vereadora e relatora da CP, Andrea Garcia (PTB), que também integra a base do prefeito investigado, votou pelo arquivamento da denúncia. 

Caso os vereadores que compõem a CP decidissem em conjunto pelo arquivamento, a decisão precisaria ser referendada pela maioria dos parlamentares, no plenário da Câmara. 

A denúncia, feita pelo autônomo Paulo Alves,  foi aceita no dia 6 de dezembro do ano passado, por 11 votos favoráveis e 3 contrários. 

O prefeito, que fez manobras para não ser notificado, protocolou sua defesa no dia 13 de janeiro passado. Para seguir o rito previsto no Decreto-lei 201/67, os integrantes da comissão, após o Chefe do Executivo entregar seu posicionamento, deveriam decidir pela continuidade ou não da investigação, conforme foi feito hoje. Todas as ações da CP seguiram os prazos previstos em lei. 

Agora, a CP deve finalizar o processo no início de março. O prefeito poderá perder o mandato, caso a maior parte dos parlamentares entenda que  Brischi cometeu algum crime, ou fez uso indevido dos recursos públicos. 

Em caso de cassação, quem assume é o vice Ronaldo Tuim (Solidariedade). 

Nos bastidores,  o prosseguimento dos trabalhos da CP está sendo visto como mais uma derrota jurídica e política do mandatário. “Com certeza o posicionamento da maioria dos membros da CP serve como termômetro da força do prefeito na Casa de Leis”, disse o vereador Adilson Paranhos da Silva (MDB).  

Conselho de Saúde

Segundo o presidente do Conselho de Saúde de Monte Mor, Edmilson da Silva Monteiro, os conselheiros tiveram acesso a planilhas de pagamentos da Secretaria de Saúde, referentes aos meses de agosto e setembro do ano passado, nas quais constam pagamentos aos médicos, mesmo com a unidade de saúde ainda fechada.

“A UPA foi inaugurada no dia 30 de setembro de 2021. No entanto, nas prestações de contas do Cismetro, há pagamentos realizados em agosto e setembro. Ou seja, a unidade estava fechada e pagamentos foram feitos. Naturalmente, isso causou dano ao erário público”, explicou Monteiro. 

No total, foram pagos com dinheiro público 44 médicos em agosto, e mais 60 médicos em setembro, de acordo com o Conselho de Saúde. “A questão é que a UPA estava fechada. Esses profissionais foram pagos, mas não prestaram nenhum serviço”, disse o presidente do Conselho. 

Além do pagamento indevido dos profissionais da saúde, a CP também apura o aluguel desnecessário de veículos, e o pagamento de comissão aos profissionais contratados em até 45% aos valores dos salários recebidos pelos trabalhadores.

Denunciante

“Como cidadão acredito que a Justiça é algo que buscamos em casos de desvio ou mau uso de recursos públicos. Quero que os parlamentares nos representem e defendam os interesses da população”, afirmou Paulo Alves. 

O denunciante também relatou que os serviços relacionados à saúde pública são precários em Monte Mor. “Tudo está muito ruim, e ainda foram gastos aproximadamente R$ 700 mil de forma inadequada. Estou revoltado. Justiça precisa ser feita”, afirmou. 

Outro Lado

O prefeito Edivaldo Antônio Brischi foi procurado pela reportagem do Zatum para se manifestar sobre o assunto. Até a publicação do texto nenhum retorno havia sido enviado. O espaço está aberto, importante salientar. 

 

 

 

 

 

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