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Absurdo

Homem agoniza no Centro de Barão e socorro demora uma hora e meia para chegar

Veja o vídeo sobre a situação

17/09/2019 15h59Atualizado há 1 mês
Por: Zatum Notícias
Fonte: Raoni Zambi
Homem passou mal e foi ajudado por pessoas que passavam pelo local (Crédito: Zatum)
Homem passou mal e foi ajudado por pessoas que passavam pelo local (Crédito: Zatum)

Um homem agonizou por aproximadamente uma hora e meia até ser atendido pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) no Centro de Barão Geraldo, na Avenida Albino José Barbosa de Oliveira, em Campinas, na noite de terça (17). A agonia de Adenilson Antonio começou às 22h. A reportagem do Zatum acompanhou a situação no local. 

Durante o período, Adenilson teve ao menos seis convulsões, de dois minutos cada uma. Ele foi colocado na posição vertical, para evitar que ele se afogasse com o sangue que saia de sua boca e nariz

Populares chamaram, por diversas vezes, o Samu. “É um absurdo essa demora. Em uma situação de emergência, que exige socorro rápido, o cidadão morre sem receber o atendimento adequado. É horrível saber que essa possibilidade existe em Campinas”, disse o contador Jair Santos Porto, 40 anos, que acompanhou parte da situação. 

A PM (Polícia Militar) passou pela ocorrência e também chamou o Samu diversas vezes. Enquanto isso, Adenilson, passava muito mal e chamava atenção de quem passava. Ele estava sujo e funcionários de um supermercado relataram que o homem é morador de rua e dependente de álcool. 

A estudante de medicina na Unicamp Júlia Miachir, de 23 anos, passou pela região e prestou ajuda. Para não engasgar, ele precisava ficar na posição vertical. Ela cuidou para que ele ficasse na posição adequada e não permitiu que ele se engasgasse com o próprio sangue. A universitária ficou até a ambulância chegar e passou informações básicas do que tinha acontecido para a equipe do Samu.  “Fiz o possível para colaborar. Realmente, o Samu demorou muito para vir prestar socorro”, reclamou Júlia, que está no quarto ano do curso. 

O médico clínico geral Henrique Tavares, com 15 anos de experiência em Prontos-Socorros, relatou que o atendimento médico, em tais situações, deve acontecer “o mais rápido possível”. “Não é possível determinar um tempo ideal para uma ambulância atender uma pessoa que passa mal na rua. Os casos são diversos e cada situação tem suas peculiaridades. No entanto, o razoável é que o socorro chegue em até quinze minutos e uma hora meia, com certeza, é um exagero e em algumas situações pode significar a morte para o paciente”, observou o médico. 

Outro lado

Em nota, a Secretaria de Saúde de Campinas informou que o chamado para o Samu entrou às 21h59 e a ambulância foi liberada às 23h. Foi informado que todas as ambulâncias estavam em atendimento e por isso ocorreu a demora.  

“O município possui o número preconizado de ambulâncias pelo Ministério da Saúde. São três viaturas de suporte avançado e 10 ambulâncias de suporte básico, número que está acima do dimensionado para uma população do tamanho de Campinas”, diz parte da nota enviada pela prefeitura.

Adenilson foi levado para o Hospital da Unicamp e a família dele não autorizou que seu estado de saúde fosse informado para a imprensa.

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