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Cidades Sujeira

Falta de limpeza nas escolas municipais tem causado surto de virose em Paulínia

Situação levou sindicato a fazer denúncia no MPT

29/11/2021 às 15h03
Por: Zatum Notícias Fonte: Raoni Zambi
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Escolas de Paulínia estão sem receber limpeza de forma adequada (Crédito: divulgação)
Escolas de Paulínia estão sem receber limpeza de forma adequada (Crédito: divulgação)

Professores, funcionários e alunos das escolas municipais de educação infantil de Paulínia estão sofrendo com surtos de viroses desde o início de novembro. Com aproximadamente 25 pessoas para limparem as 58 unidades escolares, os espaços não estão sendo higienizados da forma correta.

Por isso, com as equipes muito reduzidas, a sujeira tem se acumulado e causado danos para a saúde das pessoas que precisam frequentar tais espaços. 

“As escolas estão imundas e o pessoal da limpeza está se desdobrando para fazer o serviço. Porém, com pouca gente é impossível. Se limpa as salas, não sobre tempo para higienizar o banheiro e vice-versa. Por conta do coronavírus, estamos em pânico”, disse a diretora de uma creche, que, para não ser perseguida, terá a identidade revelada. 

Uma professora relatou que ela e seus alunos cinco estão com uma virose. “Todos estamos com diarreia, dores no corpo, vomitando e sem disposição. Como os banheiros de nossa escola não estão sendo lavados, acredito que pegamos uma virose”, disse. 

Servidores públicos ouvidos pela reportagem do Zatum foram categóricos em afirmar que dezenas de alunos, professores e funcionários estão com sintomas de viroses nos últimos dias. 

Antes do encerramento do contrato com a empresa que fazia a limpeza das escolas, cada unidade contava, na média, com duas profissionais. O número das equipes dependia do tamanho da escola. Atualmente, há escolas e creches sem nenhum profissional.

Denúncia

Para tentar minimizar o problema, no dia 24 de novembro, o STSPMP (Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Paulínia) fez uma denúncia no MPT (Ministério Público do Trabalho), já que os profissionais estão sobrecarregados e sob pressão. 

“A falta de limpeza tem consequências, inclusive para a covid-19. São crianças pequenas, que babam e com limitações. Os espaços deveriam estar sendo higienizados com o número adequado de trabalhadores”, explicou o presidente do STSPMP, Rodrigo Jaquet. 

O sindicalista ainda disse que a situação, por conta da sobrecarga de trabalho, chega a “beirar o assédio”. 

Para o sindicalista, a Prefeitura de Paulínia informou que o processo licitatório que resultará na contratação de mais profissionais de limpeza será finalizado somente no início de 2022. Assim, até lá, os funcionários, professores e alunos estarão sujeitos à sujeira nas escolas e creches municipais de Paulínia. 

Atualmente, o serviço de limpeza é feito por funcionários públicos e profissionais terceirizados do Consórcio Paulínia Sempre Limpa. 

Outro Lado

A Prefeitura de Paulínia foi procurada para se manifestar sobre o assunto, mas até a publicação do texto nenhum retorno foi enviado. 

 

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