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Cidades Campinas

Adolescente de 17 anos lidera elaboração de Projeto de Lei Municipal para diagnóstico precoce do TEA

Artur é orientado por doutor da Universidade de Nîmes, da França

14/10/2021 às 20h10
Por: Zatum Notícias Fonte: Da Redação
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O Artur José Pajoli Nardi apoia diversas ações sociais (Crédito: divulgação)
O Artur José Pajoli Nardi apoia diversas ações sociais (Crédito: divulgação)

Um estudante do Ensino Médio está à frente de um PL (Projeto de Lei) Municipal, em Campinas, para diagnóstico precoce do TEA (Transtorno do Espectro Autista). Recentemente, o adolescente Artur José Pajoli Nardi, de 17 anos, motivado por curiosidade própria, se envolveu com a atividade de iniciação científica e está debruçado sobre a análise de Ressonâncias Magnéticas Funcionais, entre outros aspectos da neurociência, orientado pelo Professor PhD Fabricio Pereira, da Universidade de Nîmes, da França. 

Também envolvido com questões sociais, o jovem Artur convive com um time de adolescentes autistas no grupo “Autismo em Ação”, o que o fez dirigir parte de seus estudos para o TEA.

Artur percebeu que, muitos jovens com quem tem contato, foram diagnosticados tardiamente, alguns já na idade adulta, inclusive. 

A partir dessa percepção, o estudante, incentivado pela mãe advogada,  Silva Pajoli Nardi, está propondo um Projeto Lei, cujo objetivo é o diagnóstico precoce do transtorno. 

O intuito da lei é fornecer instrumentos para rastreio de sinais do TEA e atribuir às escolas e aos profissionais de saúde o papel de sujeitos nas investigações. A finalidade é atender ao artigo do artigo 3º, letra “a”, da lei 12.764/12: “o diagnóstico precoce, ainda que não definitivo”, para que o sujeito tenha acesso a todo o protocolo terapêutico e ao Atendimento Educacional Especializado.

Fundamental

A estimulação precoce em qualquer patologia ou condição neurológica é fundamental. É nessa terapêutica que ocorre o desenvolvimento neuropsicomotor, potencializando funções cognitivas de uma maneira geral. 

Além do mais, não raras vezes, o autista leve (ou Asperger) atravessa a infância e a adolescência com sintomas que persistem sem diagnóstico, num processo doloroso que compromete a autoestima, cerceia o direito à terapêutica correta e limita as intervenções escolares. 

Portanto, é necessário que o legislativo crie instrumentos normativos determinando quem são os agentes sociais indicados para o rastreio dos sinais do TEA e imponha responsabilidades, delimite o que deve ser feito e estabeleça critérios de observação.  É a partir da lei que as condições para diagnóstico e tratamento serão propiciadas e, o mais importante, em se tratando de um direito, poderão ser exigidas.

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