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Análise

Cadeira Premiada (Coluna da Lara Pertille)

Leia o texto da colunista e jornalista Lara Pertille

30/08/2019 09h23
Por: Zatum Notícias
Fonte: Lara Pertille
A jornalista e ativista Lara Pertille (Crédito: arquivo pessoal)
A jornalista e ativista Lara Pertille (Crédito: arquivo pessoal)

Estamos a dois dias das eleições suplementares- de literalmente transformar, de uma maneira democrática, a história política de Paulínia. Quanto mais se aproxima dessa data, mais atípico fica o cenário político. Como em toda campanha eleitoral, a coluna tentou mostrar um outro lado de cada candidato, vamos fazer uma análise objetiva de cada um deles: 

Poder provisório: 

De origem simples e avesso a protocolos, Antonio Miguel Ferrari (DC), o Loira, tenta a todo custo se manter no cargo. Loira, com pouco tempo de chefe do executivo, desdobra-se para agradar a grande população. Vale ressaltar que ele pegou a prefeitura num caos, e se esforça para colocar a casa em ordem.

Teve que fazer muitas alianças partidárias para ocupar o cargo, o que limitou suas decisões.

*Seu principal desafio é tirar o Saúde da UTI.

Gestor rico:

Tuta Bosco (PPS), em toda sua campanha,  levantou a bandeira do empresário bem sucedido, bom pai de família e preocupado com o “bem” da cidade. Bosco está entre os 4 mais comentados da disputa. Com alto investimento, ele não economiza em vídeos publicitários e com reuniões grandes.

Mas sua equipe exagera feio em posts politiqueiros. Como no caso de um vídeo em que seu vice, dr. Gustavo Yatecola, socorre um acidentado. Óbvio, que merece aplausos pelo ato, porém, nesse momento, publicações como essas só mostram  desespero para se apresentarem como  “salvadores da pátria”, coisa que não existe. 

O empresário também peca quando, os cabos eleitorais, brigam publicamente na ânsia de mostrar quem “trabalha” mais.

* Não vai ter cargo para todo mundo.

Esposa dedicada: 

Nani Moura (MDB) recebeu uma tarefa difícil, a substituir o posto de seu marido, Edson Moura (MDB). Esforçada e com um enorme crescimento político desde o início de campanha, a empresária sempre ressaltou que seguiria os passos de seu esposo politicamente. Uma de suas promessas é voltar a “transformar Paulínia como referência em todas áreas, como no passado”. 

De voz doce e com sorriso sempre no rosto, Nani sofreu seu pior ataque ontem, quando o responsável pelo Instituto Comunitário Bento Aguiar, Vladimir Luciano Firmino, fez uma denúncia de uma suposta compra de votos. Ainda de acordo com o boletim, o vereador Marcelo D2, teria pago 50,00 para cada um das cincos pessoas que estavam no local. 

Tanto Nani, como Marcelo, negam o ato. Só nos resta esperar até a Justiça julgar o caso. 

* Vale lembrar que a justiça proibiu também o ex-prefeito Edson Moura de fazer campanha junto com a candidata, por julgar que ela usava sua imagem indevidamente.

O silêncio de Du: 

Durante o processo eleitoral, o vereador Du Cazellato (PSDB) fugiu dos holofotes. Tanto na sabatina promovida pelo Conselho da saúde, como no debate promovido pelo Servidores Públicos. Cazelato preferiu marcar reuniões grandes no mesmo horário, não comparecendo e nem justificando sua ausência. Com um público elitista, seu grupo mostra força em suas passeatas, por onde passa. Sargento Camargo, sempre carismático, ajudou a chapa a se tornar mais popular, já que o militar tem grande popularidade na cidade. 

O único episódio que não caiu bem, foi quando um servidor, Maurílio Silva, tentou gravar um vídeo de perguntas para o Facebook e sua equipe teria agido com truculência, na tentativa de blindar o candidato.

* Du enfrenta rejeição dentro seu partido, onde teve que lutar para conquistar o posto de candidato.

Capitão sem soldado: 

Capitão Cambuí (PSL) é bem íntimo dos vídeos para rede sociais. Dinâmico e de voz forte, usou o “combate à corrupção,” como frase chave de sua campanha. Mostrou todo seu apoio do governo federal para sua candidatura e até apoio do presidente.

Mas nem tudo são flores, Cambuí apostou todas suas fichas num comício com o clã Bolsonaro na cidade. Mas o que era para ser um mega evento, foi um fiasco. Com pouco mais de 50 pessoas, o capitão ficou sem soldado para o embate eleitoral. 

* Capitão no debate dos servidores tentou chamar atenção fazendo gestos indelicados, quando seus adversários falavam.

Língua afiada:

A ex-vereadora Ângela Duarte (PRTB) é uma mulher de coragem. Sempre com vídeos mostrando suas opiniões fortes, mostra-se como uma candidata muito bem politizada. Ela conhece a máquina pública a não faz propostas milagrosas. Dona de um eleitorado fiel, porém pouco atuante, Angela ainda colhe o ônus de ter apoiado no passado Pavan.

* Levy Fidelix veio até a cidade numa tentativa de alavancar votos.

Alianças do passado:

Coronel Furtado (PSC) é um homem centrado, sempre bem humorado e muito solicito. O militar fez uma campanha do “voto limpo”. Uma de suas propostas é fazer uma “auditoria em todos contratos da prefeitura”. Foi firme ao se auto afirmar como a “renovação política”.

Porém, um dos principais articuladores de seu grupo é Ricatto, ex-assessor de Dixon Carvalho, prefeito cassado.

* Será que outros nomes do governo Dixon vão compor o governo?

Esquerda esquecida:

Custódio Campos (PT), apesar de baixos índices de rejeição entre a população, preferiu uma campanha singela. Optou em ir para as ruas, na busca de novos eleitores, do que investir nas redes sociais. 

O Petista preferiu ficar bem longe das polêmicas e discussões partidárias. Ficou nítido que vai demorar muito para o partido se reestabelecer na cidade.

* O PT preferiu deixar, apenas como pano de fundo, a expressão: Lula Livre, durante a campanha.

Perfeito demais: 

O jornalista Marcelo Barros (PSOL) é quase uma unanimidade entre os grupos políticos. Sério e de ideias objetivas, ele foi destaque tanto na sabatina como no debate político. Com uma campanha de baixo investimento, o jornalista não titubeou em ir panfletar de porta em porta na esperança de conquistar eleitores novos.

Porém, faltou o partido sair de sua zona de conforto. Seus eleitores esperavam mais “dedos na feridas” e mutirões militantes por toda cidade. 

* O PSOL optou por deixar bem singelo seu apoio por pautas de minorias durante sua campanha.

Para nós, eleitores, resta uma única saída, nos conscientizar do poder do voto. Analisar cada candidato, sua vida pública, suas ideias e propostas. O voto é a única arma para transformar uma sociedade. Domingo temos eleições suplementares e devemos ter a consciência que um voto pode mudar a história da cidade. Uma ótima eleição e boa sorte a todos.

As opiniões da colunista não representam, necessariamente, o ponto de vista do Portal Zatum. 

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