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Cidades Paulínia

Polícia Federal confirma investigação sobre suposto desvio de dinheiro público que seria usado para combater a pandemia

Cazellato e integrantes do primeiro escalão são os investigados

29/07/2021 19h47 Atualizada há 2 meses
Por: Zatum Notícias Fonte: Raoni Zambi
Viatura da Polícia Federal em frente ao Paço Municipal, em novembro do ano passado, quando Cazellato foi notificado (Crédito: Zatum Imagem)
Viatura da Polícia Federal em frente ao Paço Municipal, em novembro do ano passado, quando Cazellato foi notificado (Crédito: Zatum Imagem)

A PF (Polícia Federal) confirmou, nesta quinta-feira (29), que existe inquérito em pleno andamento sobre supostos desvios de recursos públicos que deveriam ter sido usados para a construção de um hospital de campanha em Paulínia. 

As verbas também deveriam ter sido utilizadas em outras ações de combate à pandemia do coronavírus. 

Os investigados são o prefeito Du Cazellato (PL) e integrantes do primeiro escalão do governo. 

Segundo o delegado Chefe da Polícia da Polícia Federal em Campinas, Paulo Henrique Martinelli de Campos Mattos, a investigação corre sob “sigilo” e está em “andamento”. Ele relatou que no momento nenhuma informação adicional sobre o caso pode ser repassada para a imprensa, para não atrapalhar as ações policiais. Porém, o delegado confirmou que existe a apuração sobre o assunto. 

O caso é averiguado pela PF porque os valores supostamente desviados são de origem federal. A apuração começou em novembro do ano passado. Na época, a polícia solicitou informações para a Prefeitura de Paulínia sobre a licitação do hospital de campanha. 

A suspeita é que, com o comando do prefeito, verbas públicas foram desviadas para beneficiar agentes públicos.

Ainda de acordo com a PF, ao menos quatro pessoas já foram ouvidas sobre as denúncias. 

Delegacia em Sumaré

No dia 11 de novembro de 2020, o ex-secretário de Obras Marcelo Lima Barcello Mello foi apreendido com R$ 50 mil no interior de seu veículo, próximo à divisa com Paulínia.

Como Mello faz parte do primeiro escalão do governo Cazellato, um investigador da PF foi até a delegacia em Sumaré, no Matão, para acompanhar o caso. As investigações sobre os supostos desvios de recursos públicos estavam no início e a apreensão da alta quantia em espécie gerou desconfianças na PF. 

Atualmente, os R$ 50 mil apreendidos estão depositados em uma conta judicial, não foram devolvidos e Mello afirma que a origem do dinheiro é legal. No entanto, na delegacia, ele ficou em silêncio quando foi questionado por agentes da Polícia Civil, conforme consta no BO (Boletim de Ocorrência). 

Outro Lado

Cazellato e as pessoas do primeiro escalão foram procurados para se posicionarem sobre o assunto. No entanto, até a publicação deste texto, os investigados não enviaram nenhum tipo de manifestação. O espaço está aberto e a notícia será atualizada caso ocorra algum pronunciamento. 

 

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