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Beatriz Luna: a multiartista de Campinas que transforma vivência em arte
De Brasília para o mundo, cantora, produtora e taróloga fala sobre os desafios de ser independente no Brasil, seu processo criativo em movimento e os projetos que prometem revelar novas camadas da sua arte
07/07/2026 16h58 Atualizada há 4 minutos
Por: João Larcerda Fonte: DA REDAÇÃO
Beatriz Luna no Clipe de Escorpião Egípicio (Créditos: Reprodução)

Em entrevista ao Zatum, a cantora, produtora audiovisual e taróloga Beatriz Luna falou sobre sua trajetória, seu processo criativo e os projetos que estão por vir. Natural de Brasília, a artista da região de Campinas se define como multiartista e coloca no centro do seu trabalho um tema pelo qual é apaixonada: a expansão da consciência.

"Tudo que eu escrevo e coloco no mundo é algo que já vivi, estou vivendo ou ainda vou viver de novo", afirmou Luna, que está ativa na cena musical desde 2022, embora diga ser artista desde que nasceu.

Ser independente no Brasil

Questionada sobre os desafios de ser uma artista independente, Luna foi direta: não é fácil. Ela apontou a escassez de espaços abertos à arte e a dificuldade de construir parcerias num meio onde todos enfrentam obstáculos semelhantes. Ainda assim, enxerga beleza no processo. "É como fazer uma pérola: a areia machuca a ostra, mas dela nasce algo precioso", comparou. Sobre Campinas especificamente, ela ressaltou que a cidade tem uma cena artística forte, mas que seu ritmo de trabalho intenso pode dificultar quem escolhe caminhos alternativos.

O processo criativo

Luna revelou que precisa de movimento para criar. Caminhadas, anotações e dança fazem parte do seu método “muitas músicas”, segundo ela, nasceram enquanto dançava. Esse processo valeu especialmente para seu trabalho mais recente, "Escorpião Egípcio", no qual a vivência pessoal foi determinante até para a construção do videoclipe. "Muitas simbologias ganharam significado depois que vivi experiências relacionadas à própria música", contou.

Quando perguntada sobre suas inspirações, ela surpreendeu ao não citar nomes da música: "Minha maior inspiração é a minha criança interior. Tudo o que faço hoje é algo que ela gostaria muito que eu fizesse."

O tarô como parte da arte

Luna também falou sobre seu trabalho com tarô, que realiza inclusive em bares, atendendo pessoas presencialmente. Para ela, a relação entre o tarô e a música é de mão dupla, mas com uma direção predominante: é a música que dá coragem para o trabalho com as cartas. "Para trabalhar com tarô é preciso ter fé no que você faz. E a música está sempre ali me apoiando", disse. Os símbolos do tarô, por sua vez, aparecem cada vez mais nas suas composições mais recentes.

O que vem por aí

Entre os projetos futuros, Luna destacou três frentes. A série iniciada com "Como Vai Marciano?" ganhará continuidade com o "Portal Laranja". Ela também prepara um material de bastidores sobre "Escorpião Egípcio", reunindo registros da própria vida durante o período de criação da música.

O projeto que mais a anima, porém, é o "Camadas", uma mistura de documentário, poesia e música que propõe revelar diferentes facetas de quem ela é. "Não apenas para que o público me conheça melhor, mas para que também consiga se enxergar ali", explicou.

Luna pode ser encontrada no Instagram como @beatrluna_, no perfil de tarô @lunazztarot e no YouTube como Luna Trizz.