Inicialmente, o deputado Major Mecca havia confirmado a morte. A SSP desmentiu a notícia
O tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, irmão mais velho de Eloá Pimentel, foi baleado na cabeça neste sábado (27). O ataque ocorreu na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, por volta do fim da tarde.
Dois homens em uma moto se aproximaram enquanto o policial estava parado no semáforo. Ele estava à paisana e em uma motocicleta. As imagens de uma câmera de segurança mostram a dupla efetuando os disparos e fugindo em seguida.
Ronickson foi socorrido pelo helicóptero Águia, da Polícia Militar. Ele foi levado inconsciente ao Hospital Mário Covas, em Santo André, e passou por cirurgia. O estado é considerado grave.
O caso reacende a memória de um dos crimes de maior repercussão no ABC. Eloá Pimentel, irmã do tenente, foi morta em 2008, aos 15 anos. Ela foi mantida em cárcere privado pelo ex-namorado Lindemberg Alves, em um apartamento em Santo André. O crime chocou o país.
Em publicação nas redes sociais, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) prestou solidariedade à família e aos colegas do policial. Ele afirmou que determinou prioridade máxima às forças de segurança para identificar e prender os responsáveis.
Ronickson Pimentel ingressou na PM em 2009, após atuar como fuzileiro naval entre 2006 e 2009. Em 2015, tornou-se oficial pela Academia do Barro Branco. Acumulou sete anos no patrulhamento da Força Tática e, em 2019, passou a integrar o 1º Batalhão de Choque, a Rota.
Durante o julgamento de Lindemberg, Ronickson falou por cerca de uma hora no Tribunal do Júri. Ele chamou o réu de "monstro" e disse que ele era agressivo e sempre arrumava brigas. Em vários momentos, encarou Lindemberg, que permaneceu de cabeça baixa.