Uma ação rápida da PM (Polícia Militar) resultou na libertação de uma mulher e de seu filho, um bebê de apenas 1 ano, que eram mantidos em caderno privado no bairro Jardim Casagrande, em Mogi Guaçu. O caso aconteceu na noite do último domingo (14) e terminou com a prisão em flagrante do agressor.
A equipe da PM foi acionada pelo irmão da vítima. Ele relatou aos policiais que sua irmã e o sobrinho haviam se mudado de Amparo para morar com o namorado dela. Preocupado com a falta de contato há cinco dias, ele foi até o endereço indicado por parentes do suspeito. Ao notar que ninguém atendia o portão, decidiu chamar as autoridades.
No local, os policiais perceberam luzes acesas e movimentação no interior do imóvel. Ao baterem no portão, a equipe ouviu o choro de uma criança e, logo em seguida, pedidos desesperados de socorro. Diante do flagrante crime, os militares arrombaram o portão e entraram na casa.
O homem havia se trancado no quarto com as vítimas e gritava que ninguém entraria no cômodo. Após a PM (Polícia Militar) informar que a porta também seria arrombada, o suspeito decidiu abrir. Ele tentou investir contra os policiais, mas foi rapidamente contido e algemado.
Relato de tortura e agressões
No interior do quarto, a mulher e o bebê foram encontrados acuados em um canto, ambos com hematomas visíveis. Aos policiais, a vítima relatou que estava sem comunicação com a família há cinco dias porque o homem havia quebrado seu aparelho celular. Ela também contou que foi trancada no quarto desde a noite anterior e mantida sem nenhum tipo de alimentação.
Além do isolamento, a mulher sofreu uma série de agressões físicas. Ela relatou ter levado socos no rosto, teve a cabeça batida contra a parede e foi golpeada nas costas e pernas com um cabo de vassoura. O agressor também torceu seus braços e desferiu um tapa na cabeça do bebê de apenas 1 ano. Sob constantes ameaças de morte, a vítima revelou ainda que foi forçada pelo companheiro a ingerir 20 gotas de um medicamento para dormir.
Encaminhamento e prisão
Mãe e filho foram socorridos e encaminhados para atendimento médico hospitalar, onde passaram por exames, realizaram o laudo pericial de lesão corporal e foram liberados em seguida.
A ocorrência foi registrada na CPJ (Central de Polícia Judiciária) de Mogi Guaçu. O delegado de plantão ratificou a prisão em flagrante do indivíduo, que permaneceu preso e à disposição da Justiça pelos crimes de violência doméstica, lesão corporal e cárcere privado.