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Agentes de Mogi Guaçu prendem em Jaguariúna hacker de quadrilha que faturou R$ 4,2 milhões com o golpe do ‘falso advogado’
O investigado de 22 anos foi detido em um hospital enquanto acompanhava o nascimento do filho; outros três integrantes do grupo criminoso também foram presos em São Paulo
27/05/2026 17h26
Por: Zatum Notícias Fonte: Da Redação
Agentes da Polícia Civil em Jaguariúna (Crédito: divulgação)

Uma operação conjunta de inteligência permitiu que agentes da Polícia Civil de Mogi Guaçu localizassem e prendessem, na manhã desta quarta-feira (27), em Jaguariúna, o homem apontado como o hacker de uma quadrilha especializada no golpe do “falso advogado”. O esquema fraudulento, que utilizava dados reais de processos judiciais, movimentou mais de R$ 4,2 milhões.

O investigado, de 22 anos, foi surpreendido e detido pelos policiais dentro de um hospital em Jaguariúna, onde estava por conta do nascimento de seu filho. Após a prisão, ele foi encaminhado para a Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Mogi Guaçu.

De acordo com as investigações, que duraram cerca de um ano e foram conduzidas pela Polícia Civil da Bahia, o jovem era o responsável por captar informações detalhadas de processos em andamento. Com esses dados e utilizando linguagem técnica, os golpistas entravam em contato com as vítimas se passando por advogados ou representantes de escritórios.

Eles convenciam as pessoas a realizarem transferências bancárias, alegando a necessidade de pagamentos para liberação de valores judiciais, custas processuais ou desbloqueio de alvarás.

Operação 

A prisão fez parte da Operação Falsa Ordem, que cumpriu um total de 32 mandados de busca e apreensão em diversas cidades de São Paulo e do Rio Grande do Norte.

Além do hacker em Jaguariúna, outras três pessoas foram presas na capital paulista. Em Jaguariúna, também foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, e um em Pedreira. Nos endereços dos alvos, a polícia apreendeu computadores, celulares, chips de cartão de crédito e uma pequena quantidade de drogas.

O grupo criminoso também é investigado por furtos de cartões de crédito em festas na Bahia, agindo como ambulantes para trocar os cartões das vítimas durante pagamentos.

A quadrilha possuía atuação interestadual, com ramificações identificadas no Rio de Janeiro, Pernambuco, Paraná e Rio Grande do Norte. As ações ocorreram nos municípios de São Paulo, Jaguariúna, Pedreira, Cubatão, São Vicente, Praia Grande, Diadema, Guarulhos e São José do Rio Preto.

A investigação segue em andamento para análise dos materiais apreendidos e rastreamento financeiro para identificar outros possíveis envolvidos.