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Polícia Federal prende dois homens na região de Campinas em operação contra abuso sexual infantil na internet
Alvos em Campinas e Santo Antônio de Posse foram flagrados com arquivos ilegais durante a Operação Apanhador de Sonhos; aparelhos foram apreendidos
19/05/2026 16h16
Por: Zatum Notícias Fonte: Da Redação
PF foi até a casa dos suspeitos, nesta terça-feira (19) (Crédito: divulgação)

 A PF (Polícia Federal) deflagrou, nesta terça-feira (19), a Operação Apanhador de Sonhos, com o objetivo de reprimir crimes de posse e compartilhamento de material de abuso sexual infantojuvenil no ambiente digital. A ofensiva resultou na prisão em flagrante de dois homens — um ex-professor de ensino médio, de 40 anos, e um aposentado, de 62 anos — após peritos localizarem arquivos de conteúdo ilegal armazenados em seus computadores.

As prisões ocorreram durante o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal. As ordens judiciais foram cumpridas nas cidades de Campinas, onde reside o aposentado, e em Santo Antônio de Posse, endereço do ex-professor, que atualmente estava desempregado. Como a corporação não divulgou a identidade dos suspeitos, a reportagem não conseguiu localizar as respectivas defesas. Além das prisões, os agentes apreenderam celulares, computadores e dispositivos de armazenamento de dados, que agora serão submetidos a exames periciais.

Rastreamento Cibernético e Desdobramentos

Em entrevista coletiva, o delegado-chefe da PF em Campinas, André Ribeiro, explicou que a investigação foi iniciada pelas equipes especializadas em crimes cibernéticos, que conseguiram rastrear o compartilhamento dos arquivos na rede.

“Muitas vezes as pessoas estão na internet acreditando que são imunes, que são anônimas, que há ferramentas de se ocultar. Mas os órgãos policiais têm possibilidade disso, e isso fica claro com o caso de hoje, de se rastrear quem está cometendo crimes na internet”, alertou o delegado.

Com os materiais apreendidos, a Polícia Federal entra em uma nova etapa da investigação para mapear a extensão das atividades dos investigados. “Agora vamos aprofundar o nível de redes que faziam parte, qual a quantidade de material que efetivamente existia, se há ou não alguma produção de material, que é um crime mais grave ainda”, detalhou Ribeiro. O delegado enfatizou ainda o impacto humanitário por trás da infração: “Por trás de cada imagem, tem uma criança sendo vítima. Esses arquivos precisam dessa repressão firme porque, para produzi-los, é preciso que uma vida seja destruída por criminosos”.

Terminologia e Prevenção

A instituição ressaltou que, embora o termo “pornografia” ainda conste no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), a comunidade internacional adota, prioritariamente, as expressões “abuso sexual de crianças e adolescentes” ou “violência sexual contra crianças e adolescentes”, visando refletir com maior exatidão a gravidade e a natureza violenta dessas condutas.

Por fim, a PF reforçou a necessidade de ações preventivas dentro do núcleo familiar. A orientação é para que pais e responsáveis monitorem ativamente o uso da internet por crianças e adolescentes. Estabelecer um diálogo aberto sobre segurança digital e instruir os jovens a comunicarem qualquer interação suspeita são apontadas pelos investigadores como medidas fundamentais de proteção.