Em meados de maio, com o primeiro turno da eleição presidencial em outubro, os postulantes ao Palácio do Planalto deveriam estar “brabos”, mastigando abelhas, viris, xingando, apontando erros dos adversários e ofendendo as pessoas. O vagabundo Flávio Bolsonaro foi pego pedindo dinheiro para a lenda e invejável Daniel Vorcaro, o bagunçador da República.
Quem conhece minimamente a política nacional sabe que não existe “almoço grátis”. Ninguém dá nada para maldito algum, principalmente em Brasília, caso não for receber muito mais em dobro, triplo e assim por diante. Vorcaro deu a bufunfa, para o filmeco sobre o Bozo, pensando em vantagens futuras.
Flávio nega a sevícia, mas desde a minha época de ginasiano, na Escola Aristeu Vasconcellos Leite, em Cesário Lange, soube que sempre prevalece o interesse, e na maior parte dos casos, os mais mesquinhos.. Não há nobreza, mas sim o vil capital.
Vorcaro, essa verdadeiro mito que gastou bilhões em shows ao vivo, inclusive com uma orquestra italiana, amigas belas, festas, charutos cubanos, relógios caros e bebidas, com certeza, iria adorar ser meu amigão. Temos algumas coisas em comum. O lado triste do poder dele deve ter sido lidar com os fascistas.
Como não sou candidato a nada, estaria tudo certo, em minha proximidade com Daniel. Porém, a Capitu e minhã mãe ficariam bem incomodadas com o colega emergente, e verdadeiramente falso burguês.
Conhecemos dos tempos primórdios os Setúbal, de Tatuí, donos do Itaú. Eles jamais fariam toda essa cafonice, e vigarice. São burgueses, banqueiros, na plena acepção da palavra. Vão à missa aos domingos, bem cedinho, as mulheres da família são feias e os homens mandam matar, na penumbra.
Mas a história do cavalo azarão, o tal do “Dark Horse", é tosca, ridícula. Risível, aos extremo. Ao invés de atacar, nos tempos de pleito, Flávio Bolsonaro se justifica, conta histórias, algumas parecidas quando a minha mãe manda lavar louça, e estou com preguiça.
Não há condições para manter a candidatura. É porrada, pancada e bomba. Triste Brasil, em que 60 milhões de pessoas cogitam votar em um bandido, e achacador de grana de banqueiro.