No último dia 12 de maio foi lembrado o Dia de Conscientização da Fibromialgia, uma doença que muitas vezes é silenciosa para quem vê, mas extremamente dolorosa para quem convive com ela diariamente. Maio, conhecido como o mês roxo, também representa a importância de falar mais sobre dores crônicas, saúde mental, respeito e empatia. A fibromialgia não tem idade e pode atingir pessoas jovens, adultas ou mais velhas. Eu descobri a minha depois de muitas dores e de um período muito difícil após a Covid, quando também enfrentei uma depressão muito forte.
Quando a médica me disse que eu tinha fibromialgia, eu nem sabia exatamente o que era. Depois fui entendendo que ela envolve dores intensas e constantes, ligadas também ao emocional, à ansiedade e à sensibilidade do organismo. A dor pode aparecer na lombar, nos braços, nas mãos, no maxilar e até ao acordar ou dormir. Em crises fortes, já precisei tomar morfina. E o mais difícil é que muitas pessoas não entendem o que é viver com uma dor invisível.
Muitas vezes eu nem comento que estou com dor, porque as pessoas cansam de ouvir, algumas têm preconceito e outras acabam tratando quem sofre como “Maria das dores”. Por isso, muita gente prefere sofrer em silêncio para evitar julgamentos. O frio piora, o calor incomoda e existem dias em que simplesmente levantar exige força. Cada pessoa enfrenta a fibromialgia de uma maneira diferente, porque nem todos têm a mesma resistência emocional ou física.
Mesmo convivendo com a fibromialgia, eu não posso parar minha vida. Todos os dias procuro forças para levantar, viver, trabalhar e buscar felicidade dentro das minhas limitações. A doença existe, a dor existe, mas a vontade de viver também existe. E é importante que haja mais respeito, inclusive em relação ao INSS, porque doença não se mede pela aparência, mas pelos laudos, exames e pela realidade enfrentada diariamente por quem convive com dores crônicas.
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