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Mulher assassinada por guarda de Campinas deixa três filhos
Vítima de 34 anos foi baleada com arma funcional da corporação; crime ocorreu no bairro Parque Vista Alegre e chocou moradores
10/05/2026 12h17
Por: Zatum Notícias Fonte: Da Redação
Nájylla Duenas Nascimento foi morta na noite de sábado (09) (Crédito: arquivo pessoal)

Uma celebração de matrimônio terminou em tragédia na noite de sábado (09), no bairro Parque Vista Alegre, em Campinas. Nájylla Duenas Nascimento, de 34 anos, foi assassinada a tiros pelo companheiro, Daniel Barbosa Marinho, agente da GM (Guarda Municipal) desde 1998. O crime ocorreu na Rua Chiquinha Gonzaga, no momento em que o casal comemorava a união.

De acordo com informações do boletim de ocorrência registrado pela Polícia Civil, o casal entrou em luta corporal durante a festa. No momento da confusão, familiares conseguiram retirar as crianças que estavam no local. Em seguida, o guarda utilizou sua arma funcional para agredir e disparar contra Nájylla.

Testemunhas relataram que, após os primeiros disparos, o agressor chegou a fugir, mas retornou ao imóvel pouco depois para efetuar novos tiros contra a mulher. Equipes de emergência foram acionadas e realizaram os primeiros atendimentos na via pública. A vítima foi socorrida pelo SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) em estado gravíssimo, mas não resistiu aos ferimentos e teve o óbito confirmado antes de chegar à unidade hospitalar.

Um dos pontos de maior comoção no caso é que Nájylla Duenas Nascimento deixa três filhos. Segundo a Polícia Civil, as crianças são frutos de um relacionamento anterior da vítima. Elas foram preservadas do local do crime graças à intervenção de parentes durante o início da briga.

Após o feminicídio, o próprio agente acionou a corporação. Ele foi conduzido à 2ª DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), onde foi autuado em flagrante. A PM (Polícia Militar) e unidades da GM prestaram apoio na preservação da área para o trabalho da perícia.

Em nota oficial, a Prefeitura de Campinas e a Guarda Municipal lamentaram profundamente o ocorrido. A corporação reafirmou seu compromisso com o combate à violência e informou que a Corregedoria já acompanha o caso para instaurar os procedimentos administrativos e disciplinares necessários para apurar a conduta do agente, que poderá ser expulso da instituição. O caso segue sob investigação da Polícia Civil para detalhar a motivação do crime.