A interrupção do tráfego em uma estrutura viária na SP-167 (Rodovia Deputado Nagib Chaib), que conecta os municípios de Mogi Mirim e Mogi Guaçu, completa um semestre gerando insatisfação e atrasos. O bloqueio, implementado após danos estruturais causados por chuvas em novembro de 2025 que comprometeram a base da ponte, obriga os motoristas a percorrerem trajetos secundários que geram um acréscimo no percurso de aproximadamente 3 km.
Para quem utiliza a via diariamente, a interdição transformou uma travessia rápida em um exercício de paciência. A rota de desvio mais comum envolve o acesso pela Avenida Professor Adibe Chaib, passando por rotatórias estratégicas até retomar o curso original da rodovia, contornando a área isolada.
A motorista Márcia Oliveira relata que o tempo de deslocamento triplica nos momentos de maior movimento.
"É frustrante estar tão perto do destino e ter que dar uma volta enorme. O que seriam poucos metros vira um trajeto de minutos preciosos, especialmente nos horários de pico, quando o fluxo trava completamente", desabafa.
Como alternativa ao desvio principal, alguns condutores optam por atravessar a zona urbana de Mogi Mirim para acessar a SP-340 (Rodovia Deputado Adhemar Pereira de Barros), buscando chegar a bairros periféricos das duas cidades.
Apesar das manilhas de concreto e montes de terra bloqueando a pista, pedestres e motociclistas ignoram os avisos de perigo, utilizando as frestas para atravessar a estrutura condenada.
O auxiliar técnico Ricardo Mendes, que circula a pé pela região, alerta para a insegurança no local. "O risco de um atropelamento aqui é real, já que todos tentam passar pelo mesmo espaço apertado", afirma. Já o residente local, Marcos Vinícius, aponta que a sinalização atual não tem evitado colisões nas proximidades do bloqueio. "Já presenciei batidas fortes de motoristas que são pegos de surpresa ou tentam manobras arriscadas para entrar nas propriedades vizinhas", conta.
O DER-SP (Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo), órgão responsável pela administração da via, informou que os estudos de engenharia para a recuperação da ponte ainda estão na fase de projeto executivo. O prazo para conclusão do projeto é maio de 2026.
Somente após essa etapa é que o governo poderá abrir o processo de licitação para contratar a empresa que executará a reforma. O órgão também prometeu estudar medidas mais rígidas para impedir fisicamente a passagem de pessoas e motos pela área interditada, visando garantir a segurança até que as obras sejam iniciadas.