Uma falha crítica no sistema de monitoramento de aeronaves paralisou o céu paulista na manhã desta quinta-feira (09). Em Campinas, o Aeroporto Internacional de Viracopos registrou 39 voos impactados após o congelamento das operações. A pane, que durou pouco mais de uma hora, foi desencadeada por um foco de incêndio no CRCEA-SE (Centro Regional de Controle do Espaço Aéreo Sudeste), unidade estratégica para a organização do fluxo de aviões na região.
A concessionária ABV (Aeroportos Brasil Viracopos), que administra o terminal, confirmou que o pátio ficou estagnado entre 9h e 10h08. Segundo a empresa, planos de emergência foram colocados em prática imediatamente para tentar reorganizar o fluxo de passageiros e aeronaves após a liberação da pista.
O bloqueio não ficou restrito ao interior. O "apagão" operacional atingiu o coração da aviação civil no estado, gerando atrasos e desvios em:
Aeroporto de Congonhas, na capital;
GRU Airport (Aeroporto Internacional de São Paulo), em Guarulhos;
Aeroporto do Campo de Marte, dedicado à aviação executiva.
A FAB (Força Aérea Brasileira) tratou o episódio como um "problema técnico operacional" e garantiu que, apesar da interrupção, o sequenciamento dos aviões seguiu protocolos rígidos de segurança para evitar incidentes graves durante a retomada.
O MPor (Ministério de Portos e Aeroportos) esclareceu que a falha ocorreu especificamente no APP (Controle de Aproximação), peça-chave para guiar os pilotos na chegada aos terminais. Em resposta, a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) instaurou um gabinete de crise para mensurar o tamanho do prejuízo e evitar que o "efeito cascata" comprometa voos no período da tarde e noite em todo o país.
As principais empresas aéreas que operam no estado emitiram comunicados sobre a situação:
Azul (Azul Linhas Aéreas) A companhia reportou 12 cancelamentos diretos e 6 voos que precisaram ser desviados para outros destinos (alternados). A empresa reforçou que está prestando auxílio aos passageiros conforme as normas de assistência vigentes.
GOL (GOL Linhas Aéreas) A transportadora classificou o evento como "alheio ao seu controle" e informou que suas atividades nos terminais de CGH (Congonhas), GRU (Guarulhos) e VCP (Viracopos) estão sendo normalizadas de forma gradativa. A prioridade, segundo a nota, permanece sendo a segurança operacional.