Cidades CONDENADA
Justiça da Itália determina extradição de Carla Zambelli e defesa recorre
A condenação no Brasil se refere à invasão do sistema eletrônico do CNJ, ocorrida em janeiro de 2023, que resultou na inserção de um mandado de prisão falso contra o ministro Alexandre de Moraes
27/03/2026 06h38
Por: Zatum Notícias Fonte: Redação
Carla Zambelli fugiu para Itália para não cumprir pena no Brasil (Crédito: Agência Brasil)

A Corte de Apelação da Itália decidiu, nesta semana, ser favorável à extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli. A informação foi confirmada pela Embaixada do Brasil em Roma. Apesar da decisão, a defesa da parlamentar já anunciou que irá recorrer, o que pode atrasar o envio do caso para a decisão final do governo italiano.

Condenada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a dez anos de prisão por ser a autora intelectual da invasão ao sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), em 2023, Zambelli foi detida na Itália em julho do ano passado, após deixar o Brasil e permanecer foragida por quase dois meses. A prisão ocorreu com base em um alerta vermelho da Interpol.

A condenação no Brasil se refere à invasão do sistema eletrônico do CNJ, ocorrida em janeiro de 2023, que resultou na inserção de um mandado de prisão falso contra o ministro Alexandre de Moraes. O hackeamento foi executado por Walter Delgatti, que também foi condenado e confirmou ter agido a mando da ex-parlamentar.

Tentativas da defesa

Desde a detenção, a defesa de Zambelli tem tentado reverter o quadro na Justiça italiana. A ex-deputada, que tem dupla cidadania, chegou a pedir prisão domiciliar ou liberdade condicional, alegando problemas de saúde e falta de assistência médica na penitenciária feminina de Rebibbia, em Roma. Os pedidos, no entanto, foram negados.

Em fevereiro deste ano, a defesa tentou substituir os juízes responsáveis pelo caso na Itália, alegando parcialidade nas audiências. O pedido também foi rejeitado.

Além da pena de dez anos pela invasão ao CNJ, Carla Zambelli foi condenada novamente pelo STF em julho do ano passado. Desta vez, a pena foi de cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo. O caso é relacionado à perseguição a um jornalista nas ruas de São Paulo às vésperas do segundo turno das eleições de 2022.