Cidades JUSTIÇA?
Valinhos: homem que matou idoso do MST é condenado a serviços comunitários
A pena foi fixada em 2 anos e 11 meses de reclusão, substituída por prestação de serviços à comunidade
27/03/2026 05h41 Atualizada há 3 meses
Por: Zatum Notícias Fonte: Redação
A vítima foi o pedreiro Luis Ferreira da Costa, de 72 anos (Crédito: Arquivo Pessoal)

O Tribunal do Júri condenou, na noite de quarta-feira (25), o motorista Léo Luiz Ribeiro, de 60 anos, pelo atropelamento que matou um manifestante do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) em Valinhos, em 2019. A pena foi fixada em 2 anos e 11 meses de reclusão, substituída por prestação de serviços à comunidade, pagamento de cinco salários mínimos e suspensão do direito de dirigir por dois anos.

O crime aconteceu no dia 18 de julho daquele ano, durante uma ocupação do MST na região. A vítima foi o pedreiro Luis Ferreira da Costa, de 72 anos. Outras cinco pessoas também ficaram feridas no episódio, incluindo um jornalista que registrava o ato.

Em nota, a defesa de Ribeiro afirmou que o júri acolheu a tese apresentada, desclassificando o homicídio doloso, quando há intenção de matar, para culposo, sem intenção. A defesa também destacou que foi afastada a tentativa de homicídio, restando reconhecida apenas lesão corporal em relação aos demais feridos.

Já o advogado da família de Luiz Ferreira da Costa sustentou que o júri reconheceu a qualificadora dolosa. Segundo ele, a pena foi injusta diante das provas nos autos que demonstrariam que o réu assumiu o risco de causar a morte.

Após o atropelamento, Ribeiro fugiu do local, mas foi preso em Atibaia depois que câmeras de um ônibus flagraram a ação e ajudaram na identificação do veículo. Em depoimento à Polícia Civil, o motorista alegou que acelerou a caminhonete por medo. Ele chegou a ficar preso preventivamente, mas respondia ao processo em liberdade.