Mariana Schmidt Caetano, mãe de J.M., aluno do 2º ano da EMEF (Escola Municipal de Ensino Fundamental) Padre Estevo Fernando Laurindo, em Mogi Guaçu, denunciou uma série de agressões físicas sofridas pelo filho dentro da instituição.
O menino é diagnosticado com TEA (Transtorno do Espectro Autista) e paralisia motora, fazendo uso de medicações controladas. O caso mais recente ocorreu em 12 de março de 2026, quando a mãe identificou hematomas e marcas de unhas no braço da criança durante o banho.
Segundo o relato de João Miguel, confirmado pela irmã, de 6 anos, que estuda na mesma unidade, ele foi segurado com força pelo braço e arrastado no chão por uma auxiliar de outra criança após uma crise motivada por uma disputa de material escolar.
A mãe afirma que o menino já foi alvo de outras contenções físicas agressivas, incluindo um episódio em fevereiro onde uma funcionária teria colocado o pé à frente da criança para derrubá-la e uma professora sentado sobre seus joelhos para contê-lo.
Diante da gravidade dos fatos, Mariana registrou um BO (Boletim de Ocorrência) e submeteu o filho a um exame de corpo de delito no IML (Instituto Médico Legal) no dia 13 de março de 2026. O Conselho Tutelar foi acionado e orientou a busca por providências junto à Secretaria de Educação. A família relata que a escola não informou sobre os incidentes no momento da saída e que a instituição demonstra incapacidade técnica para lidar com as crises do aluno.
A mãe solicitou formalmente a transferência de João Miguel e da irmã para uma escola mais próxima de sua residência, alegando falta de segurança e quebra de confiança com a atual equipe escolar. Segundo a denunciante, a prefeitura negou o pedido de transferência imediata sob a justificativa de ausência de vagas na unidade pretendida.
Mariana Schmidt Caetano afirma que não levará os filhos de volta à escola Padre Estevo e busca auxílio das autoridades para garantir o direito à educação em um ambiente seguro.
A gestão do prefeito Rodrigo Falsetti (PSD) foi procurada para se manifestar sobre o caso, mas até a publicação deste texto não enviou nenhum posicionamento. O espaço está aberto, importante salientar.