Cidades LAUDO
Bolsonaro estava bem horas antes de crise e fez caminhada de cinco quilômetros
Ex-presidente apresentava quadro clínico estável na noite de quinta, mas passou mal durante a madrugada
15/03/2026 07h49 Atualizada há 4 meses
Por: Zatum Notícias Fonte: Redação
Jair Bolsonaro segue internado na UTI (Crédito: Agência Brasil)

Um relatório médico assinado na noite de 12 de março, horas antes da crise que resultou na internação de Jair Bolsonaro, indica que o ex-presidente estava em condições clínicas estáveis no complexo penitenciário da Papuda, em Brasília. O documento foi elaborado durante o plantão noturno pela médica Ana Cristina Neves, da Secretaria de Saúde do Distrito Federal.

De acordo com o laudo, registrado às 20h40, Bolsonaro encontrava-se "lúcido, orientado e respirando normalmente em ar ambiente". O ex-presidente havia realizado atividade física no mesmo dia, uma caminhada de 5 km. O documento também menciona que ele apresentava crise de soluço naquele momento, mas recusou medicação, informando que tomaria após assistir à partida entre Vasco e Palmeiras, pelo Campeonato Brasileiro.

Na avaliação noturna, a saturação de oxigênio registrada era de 93%. O quadro, no entanto, sofreu alteração nas horas seguintes. Durante a madrugada de sexta-feira (13), Bolsonaro passou a apresentar sintomas como náuseas e tremores por volta das 2h. Às 6h45, a equipe médica foi acionada após episódios de calafrios. No exame clínico, foi constatada febre e queda acentuada na oxigenação, com saturação chegando a 82% — índice considerado baixo, já que o normal em pessoas saudáveis costuma ficar acima de 95%.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos no complexo da Papuda e conta com equipe médica da Secretaria de Saúde do DF à disposição 24 horas. Todos os atendimentos são registrados e posteriormente encaminhados ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Acompanhamento frequente

Outro relatório, produzido pela Polícia Militar do DF e também enviado ao STF, detalha a rotina do ex-presidente nos dias que antecederam a internação, entre 5 e 11 de março. O documento, encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, mostra que Bolsonaro recebia acompanhamento médico frequente na penitenciária.

No período, ele recebeu ao menos duas visitas médicas por dia e manteve a rotina de atividades físicas, com caminhadas. Segundo os registros da penitenciária, o ex-presidente não leu nenhum livro nesses dias. Realizou, porém, sessões de fisioterapia e tratamento com estímulos elétricos para amenizar os soluços persistentes. Parte dos atendimentos médicos foi feita por profissionais particulares de Bolsonaro.