Cidades HOMENAGEM
Tragédia dos Mamonas Assassinas completa 30 anos; relembre
A queda do avião que transportava os integrantes da banda Mamonas Assassinas, na Serra da Cantareira, em 1996, completa 30 anos
02/03/2026 05h57 Atualizada há 4 meses
Por: Zatum Notícias Fonte: Redação
Tragédia que tirou a vida dos membros da banda completa 30 anos (Crédito: Divulgação)

Nesta segunda-feira (2), completa três décadas um dos acidentes aéreos que mais marcaram a história da música brasileira. A queda do avião que transportava os integrantes da banda Mamonas Assassinas, na Serra da Cantareira, em 1996, completa 30 anos em meio a uma homenagem que une memória e sustentabilidade.

Formada em Guarulhos em 1995, a banda era composta por Dinho (vocal e violão), Bento Hinoto (guitarra), Samuel Reoli (baixo), Júlio Rasec (teclados) e Sérgio Reoli (bateria). Em poucos meses, o grupo conquistou o país com um estilo musical único, que mesclava pop rock a ritmos populares como sertanejo, heavy metal, pagode, vira e forró, tudo isso regado a muito humor e irreverência no palco.

O acidente aconteceu na noite de 2 de março de 1996, quando o jatinho Learjet 25D que trazia a banda de volta de um show em Brasília tentava pousar no Aeroporto de Guarulhos. Durante a aproximação, o piloto arremeteu a aeronave, mas acabou colidindo com a Serra da Cantareira. Não houve sobreviventes.

De acordo com o relatório do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), a principal causa da tragédia foi a exaustão da tripulação. O documento aponta que piloto e copiloto estavam vulneráveis ao estresse e apresentavam sinais de cansaço, o que comprometeu a atenção durante o voo.

O impacto da morte dos cinco músicos foi imediato e devastador. O enterro da banda, em Guarulhos, reuniu mais de 65 mil fãs e foi transmitido ao vivo pela televisão, num dos momentos de maior comoção popular da história recente do país.

Três décadas depois, a memória dos Mamonas Assassinas ganha um novo tributo. No último dia 23 de fevereiro, os corpos dos integrantes foram exumados com autorização das famílias como parte de um projeto de homenagem permanente. As cinzas dos músicos serão incorporadas a sementes de espécies nativas em uma ação de reflorestamento no BioParque Cemitério, em Guarulhos.

O espaço será batizado de Jardim BioParque Memorial Mamonas, unindo afeto e sustentabilidade para manter viva a lembrança de uma das bandas mais queridas do país.