Cidades EM FAMÍLIA
Filha e namorado são autores de homicídio de homem em 2020, em Campinas
Na ocasião, Ricardo Luiz Nolasco Lopes, de 56 anos, foi morto a tiros enquanto estava como passageiro no carro dirigido por sua filha, Giovana
26/02/2026 05h28 Atualizada há 4 meses
Por: Zatum Notícias Fonte: Redação
Carro utilizado no crime em 2020 (Crédito: Divulgação)

A equipe da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Campinas solucionou um caso de morte violenta que aconteceu em 25 de janeiro de 2020, na Estrada Benedito Nardes, em Sousas, distrito de Campinas. Na ocasião, Ricardo Luiz Nolasco Lopes, de 56 anos, foi morto a tiros enquanto estava como passageiro no carro dirigido por sua filha, Giovana.

O caso foi inicialmente registrado como latrocínio, pois Giovana alegou que o atirador teria anunciado um assalto e levado R$ 300 que pertenciam a ela. Diversas diligências foram realizadas na época, mas o inquérito foi encaminhado à Justiça sem a identificação do autor, caminhando para o arquivamento.

No entanto, ao reexaminar o caso, a polícia constatou que novas investigações eram necessárias, principalmente devido à quantidade de disparos e à pluralidade de armas utilizadas. Com a retomada das investigações, os policiais passaram a buscar Ernandes, então companheiro de Giovana à época do crime. Ele havia prestado depoimento logo após o ocorrido, mas deixou de atender às intimações da delegacia.

Ernandes foi localizado e compareceu espontaneamente à delegacia, confessando a autoria do crime. Ele forneceu detalhes que apenas quem esteve na cena do crime poderia saber, como a quantidade de disparos e o calibre das armas utilizadas.

Ernandes revelou ainda que Giovana participou ativamente do plano, atraindo o pai para o local com a justificativa de visitar uma casa que estavam construindo na região. Segundo a confissão, a motivação do crime foi passional: Ricardo não aceitava o relacionamento da filha com Ernandes e, inclusive, já teria agredido fisicamente o rapaz em outras ocasiões.

No final de 2025, com base na confissão e em novas provas, a polícia representou pela prisão temporária do casal, deferida pela Vara do Júri. Ambos foram capturados e, com a conclusão das investigações, tiveram a prisão convertida em preventiva. Giovana e Ernandes permanecem presos, indiciados por homicídio qualificado.