A morte da bebê de apenas 11 meses, atacada por um cão da raça pitbull no dia 1º de fevereiro, em Socorro, ganhou novos contornos. A Polícia Civil revelou que há fortes indícios de que a criança já era vítima de maus-tratos antes mesmo do ataque do animal.
Testemunhas ouvidas ao longo da investigação relataram suspeitas de violência doméstica contra a bebê. O ambiente em que a família vivia também chamou a atenção das autoridades: a residência foi descrita como totalmente insalubre, com acúmulo de sujeira e até a presença de ratos.
No hospital onde a vítima deu entrada, a médica que a atendeu também identificou sinais de agressões anteriores no corpo da criança, o que reforça a suspeita de maus-tratos.
Imagens das câmeras de segurança, que circularam nas redes sociais na época, mostram o momento em que o cachorro arrasta a bebê pelo quintal. A mãe, de 57 anos, e o padrasto, de 74, donos do animal, estavam em casa durante o ataque. Em depoimento, afirmaram que o cão ficava solto no quintal e que a criança estava em uma cadeirinha quando foi atacada.
A investigação agora vai além da apuração sobre omissão de cautela na guarda do animal. A Polícia aguarda agora a conclusão dos laudos do IML (Instituto Médico Legal) e da perícia no local. Os documentos são fundamentais para comprovar se as lesões antigas e as condições precárias da moradia contribuíram direta ou indiretamente para a tragédia.
Dependendo dos resultados, a mãe e o padrasto poderão responder não apenas por homicídio culposo, mas também pelo crime de maus-tratos. O cão segue recolhido no canil municipal e permanece à disposição da Justiça.