Cidades OPINIÃO
Proteja quem você ama: não deixe seus filhos sozinhos (Coluna de Adriana Rocha)
Mães precisam ficar atentas e amar mais seus filhos do que qualquer marido ou companheiro, porque a proteção começa dentro de casa
17/02/2026 02h58 Atualizada há 5 meses
Por: Zatum Notícias Fonte: Adriana Rocha Rocha
Adriana Rocha Rocha é colunista do Zatum (Crédito: Divulgação)

Infelizmente, muitas crianças e adolescentes estão sendo vítimas de estupros e violência, e o pior é que, muitas vezes, esses crimes acontecem dentro de casa, cometidos por pais, padrastos ou pessoas próximas. Mães precisam ficar atentas e amar mais seus filhos do que qualquer marido ou companheiro, porque a proteção começa dentro de casa.

Muitas meninas acabam engravidando cedo, e meninos se envolvem em situações de risco por falta de orientação e cuidado. Essa vulnerabilidade cresce quando o álcool, as drogas e a violência doméstica fazem parte do cotidiano familiar, criando um ambiente inseguro e prejudicial para o desenvolvimento emocional das crianças.

O que deveria ser um lar seguro muitas vezes se transforma em um lugar de medo e trauma, e é nesse contexto que surgem abusos que poderiam ser evitados com atenção e amor.

É preciso também perceber que a violência não está apenas dentro de casa, mas também nas ruas, nas escolas e nas comunidades. Jovens e crianças estão expostos a roubos, exploração e situações de perigo constante. Não deixe seus filhos andarem sozinhos na rua; crianças também estão sendo roubadas hoje. Não dá mais para deixar de cuidar nem das nossas crianças, bebês e adolescentes.

O descuido, a falta de diálogo e a ausência de atenção deixam os filhos vulneráveis a predadores, e muitas vezes a sociedade só descobre o sofrimento quando já é tarde demais.

Os assassinatos de jovens e os abusos internos mostram que a violência não é só externa, mas nasce da desordem familiar e da falta de cuidado. Muitos adolescentes vivem em lares onde o afeto é escasso, a comunicação é quase inexistente e os limites não são respeitados. Isso faz com que busquem afeto e atenção em lugares perigosos, ou confiem em pessoas que só querem se aproveitar.

Educação, diálogo e acompanhamento próximo poderiam prevenir muitos desses casos, mas a negligência continua criando um ciclo de dor, medo e vulnerabilidade que afeta toda a sociedade.

Além disso, é fundamental que pais e mães estejam conscientes da importância da proteção emocional e física de seus filhos. Ensinar limites, respeito e autoestima, além de supervisionar as amizades e atividades, pode salvar vidas. O papel da família é essencial para que crianças e adolescentes cresçam seguros, com confiança e condições de fazer escolhas saudáveis. A atenção não é apenas um gesto de amor, mas uma necessidade urgente diante do aumento de abusos, exploração e gravidez precoce.

Todos nós, como sociedade, temos responsabilidade sobre o que acontece com nossas crianças e jovens. Não basta sentir indignação ou tristeza diante das notícias; é preciso agir, cobrar políticas públicas eficazes, oferecer apoio às famílias e garantir que cada criança e adolescente tenha direito à infância, segurança e proteção. Cada caso é um grito pedindo atenção, respeito e justiça, e nossa obrigação é ouvir e agir antes que seja tarde demais.

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