Cidades TENTOU DAR GOLPE
Condenada por crimes de 8 de janeiro, brasileira é deportada dos EUA e presa em MG
Raquel de Souza Lopes, 54, foi condenada a 17 anos por tentativa de golpe e associação criminosa
07/02/2026 06h49 Atualizada há 5 meses
Por: Zatum Notícias Fonte: Redação
Raquel de Souza Lopes gerou provas contra si ao tirar selfie durante tentativa de golpe (Crédito: Arquivo Pessoal)

A cozinheira Raquel de Souza Lopes, de 54 anos, condenada a 17 anos de prisão por crimes relacionados aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, foi presa ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Confins, em Belo Horizonte. Deportada pelos Estados Unidos, ela foi capturada pela Polícia Federal ao deixar a aeronave.

Raquel havia sido condenada em 2023 pelos crimes de tentativa de golpe de Estado, associação criminosa e dano qualificado ao patrimônio público, cumprindo prisão domiciliar em Joinville (SC) enquanto aguardava julgamento de recursos.

Em 4 de março de 2024, no entanto, ela rompeu a tornozeleira eletrônica e fugiu para a Argentina junto com um grupo de outros militantes bolsonaristas, tornando-se foragida da Justiça.

Rota internacional da fuga

Após a Argentina intensificar a prisão de fugitivos brasileiros, Raquel deixou o país e iniciou uma rota pela América do Sul. A Interpol do Peru registrou sua entrada pela fronteira de Santa Rosa em 19 de novembro de 2024. Em seguida, ela seguiu para a Colômbia e depois para o México.

Em 12 de janeiro de 2025, cruzou a fronteira terrestre do México com o Texas, nos Estados Unidos, onde foi detida pela Polícia de Imigração e Alfândega (ICE) por entrada ilegal no país.

Presa em Raymondsville, no Texas, Raquel contratou advogados e tentou recorrer da ordem de deportação para permanecer em solo norte-americano. Seus pedidos, no entanto, foram negados sucessivamente. Em julho de 2025, um recurso foi rejeitado, mantendo-se a ordem de expulsão. Um último recurso da defesa foi finalmente negado em 14 de janeiro deste ano, pavimentando o caminho para sua repatriação forçada.

A família de Raquel, por meio de seus advogados, nega os crimes de tentativa de golpe e associação criminosa, mantendo a defesa apresentada durante o processo.