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Campinas é escolhida para estudo com injeção preventiva de HIV
O início do projeto no Centro de Referência local está previsto para o primeiro semestre de 2026
28/01/2026 04h18
Por: Zatum Notícias Fonte: Redação
O início do projeto no Centro de Referência local está previsto para o primeiro semestre de 2026 (Crédito: Divulgação)

Campinas é uma das sete cidades brasileiras selecionadas pela Fiocruz para um estudo que pode viabilizar a oferta do lenacapavir, um medicamento injetável que previne a infecção por HIV com apenas duas aplicações por ano, no SUS (Sistema Único de Saúde). O início do projeto no Centro de Referência local está previsto para o primeiro semestre de 2026.

O estudo, que distribuirá 1.500 doses entre as unidades participantes, tem como objetivo fornecer evidências científicas para o Ministério da Saúde sobre a incorporação da nova tecnologia. O atendimento em Campinas será por demanda espontânea no Centro de Referência (CR) em IST, HIV/Aids e Hepatites Virais, seguindo critérios específicos.

"O lenacapavir representa uma importante alternativa para pessoas que têm dificuldade de aderir ao uso diário de medicamentos. Contribuímos para que o Ministério da Saúde tome decisões baseadas em evidências sobre sua inclusão no SUS, beneficiando toda a população brasileira", destacou Josué Lima, coordenador do Programa Municipal de IST, HIV/Aids e Hepatites Virais.

Como funciona?

Diferente da PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) oral, que exige um comprimido diário, o lenacapavir é um antirretroviral de ação prolongada. Aplicado a cada seis meses por um profissional de saúde, ele atua impedindo a multiplicação do vírus no organismo, oferecendo proteção contínua contra a infecção.

A cidade já é referência em prevenção ao HIV. Além da PrEP oral, oferecida desde 2018, e da PEP (Profilaxia Pós-Exposição, para casos de emergência), Campinas também participa há cerca de um ano e meio de outro estudo da Fiocruz para avaliar o cabotegravir, um medicamento injetável aplicado a cada dois meses.