O segundo mandado do prefeito de Mogi Guaçu, Rodrigo Falsetti (PSD), conseguiu sucatear o ensino superior. A Faculdade Municipal Professor Franco Montoro recebeu a pior nota de todos os cursos de medicina da região e agora deverá sofrer sanções do MEC (Ministério da Educação).
Dois dos seis cursos de medicina da região metropolitana de Campinas receberam avaliação considerada "insatisfatória" no último Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), cujos resultados foram divulgados nesta semana pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
As instituições com desempenho abaixo do esperado são a Faculdade Municipal Professor Franco Montoro, de Mogi Guaçu, que obteve a nota mínima (1), e a Faculdade São Leopoldo Mandic, de Campinas, que recebeu nota 2 – conceitos que as colocam em situação de risco perante o Ministério da Educação (MEC) e podem acarretar punições, como a redução de vagas.
Em contraste, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) alcançou a nota máxima (5), consolidando-se como a melhor avaliada da região. A Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas) ficou com nota 4, enquanto o Centro Universitário de Jaguariúna e o Centro Universitário Max Planck, de Indaiatuba, obtiveram conceito 3A lista completa dos cursos da região de Campinas no Enamed ficou assim:
· Unicamp (Campinas) - Nota 5
· PUC-Campinas (Campinas) - Nota 4
· Centro Universitário de Jaguariúna (Jaguariúna) - Nota 3
· Centro Universitário Max Planck (Indaiatuba) - Nota 3
· Faculdade São Leopoldo Mandic (Campinas) - Nota 2
· Faculdade Municipal Professor Franco Montoro (Mogi Guaçu) - Nota 1
As instituições com notas 1 e 2 agora aguardam a comunicação formal do MEC sobre possíveis sanções, que podem variar desde advertências até a suspensão de novos vestibulares.
O resultado do Enamed acende um alerta sobre a formação médica no Brasil. Das 351 graduações em medicina avaliadas em todo o país, aproximadamente 30% (cerca de 105 cursos) se encontram nas faixas 1 e 2, consideradas insatisfatórias pelo MEC. O exame, aplicado anualmente a estudantes do 2º e do 6º anos, é um dos principais instrumentos do governo federal para monitorar a qualidade do ensino médico e pode resultar em intervenções nas instituições com baixo desempenho crônico.