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Paulínia consolida posição entre as economias mais ricas do Brasil
Com o 4º maior PIB per capita do país, cidade se destaca pela força do refino de petróleo e alta produtividade por habitante
19/12/2025 17h52 Atualizada há 7 meses
Por: Zatum Notícias Fonte: Da Redação
Paulínia é uma das cidades mais ricas do Brasil (Crédito: RT Imagens)

Paulínia reafirmou sua força econômica no cenário nacional, posicionando-se como um dos principais motores de geração de riqueza por habitante no país. De acordo com os dados do PIB (Produto Interno Bruto) dos Municípios 2022-2023, divulgados nesta sexta-feira (19) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a cidade alcançou patamares que a colocam muito acima da média nacional.

Abaixo, os principais números que detalham o desempenho do município:

A força dos números em Paulínia
O município, que abriga a maior refinaria de petróleo do território brasileiro, a Replan (Refinaria do Planalto Paulista), registrou um PIB (Produto Interno Bruto) total de R$ 67,06 bilhões. Esse montante representa 0,61% de toda a riqueza produzida no Brasil, garantindo à cidade a 19ª posição no ranking das maiores economias municipais do país.

O grande destaque, no entanto, surge quando a produção é dividida pelo número de habitantes:

População: 110.537 habitantes.

PIB per capita de Paulínia: R$ 606.740,73.

Ranking: 4º maior valor por habitante do Brasil.

Comparativo: o valor é mais de 11 vezes superior à média nacional, que foi de R$ 53.886,67 no mesmo período.

O fenômeno do petróleo 

O desempenho de Paulínia reflete uma característica comum aos municípios que lideram o topo da lista: a presença de atividades industriais intensivas, especialmente no setor de extração e refino de combustíveis. No topo do ranking nacional de riqueza por pessoa está Saquarema (RJ), com R$ 722.441,52, também impulsionada pelo setor petrolífero.

Embora o PIB per capita seja um indicador de produtividade e não represente diretamente a renda real disponível no bolso de cada cidadão, ele demonstra a capacidade ímpar do município em gerar valor econômico.

Panorama nacional e o domínio do Sudeste
O relatório do IBGE mostra que a economia brasileira ainda é fortemente concentrada. Apenas 25 municípios detêm 34,2% de todo o PIB nacional. As capitais também registraram recuperação, elevando sua participação para 28,3%.

As três maiores economias permanecem inalteradas:

São Paulo (SP): 9,7% de participação nacional.

Rio de Janeiro (RJ): 3,8%.

Brasília (DF): 3,3%.

Fora do eixo das capitais, o estado de São Paulo domina o ranking de produtividade, com nove municípios figurando entre os 25 maiores PIBs do país, consolidando a região Sudeste como o principal polo industrial e financeiro do Brasil.