Investigação da PF (Polícia Federal) aponta que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e Antônio Carlos Camilo Antunes, o ladrão e Careca do INSS, foram em um voo de primeira classe para Lisboa, no dia 8 de novembro de 2024. É sabido que Kalil Bittar mora em terras lusitanas, há pelo menos dois anos, em um hotel de extremo luxo, literalmente como um sultão. Também é sabido que Lulinha e Kalil foram comparsas, em negociatas. Será que o trio de suspeitos se encontrou para degustar pastéis de Belém? É a pergunta que agentes ouvidos por está coluna querem saber.
Kalil Bittar teve sua mansão visitada por agentes da PF, em novembro passado, na operação Coffee Break. Ele não foi encontrado, justamente por estar no país de Eça de Queiroz, Fernando Pessoa e Saramago. Aliás, a coluna apurou que faltou pouco para a PF conseguir um mandado de prisão do filho do ex-prefeito de Campinas Jacó Bittar, que também teve diversas desavenças com a Justiça.
A detenção seria o objetivo, e ainda está no radar. Porém, a Justiça autorizou a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico de Kalil de janeiro de 2021 a agosto de 2025, assim como a apreensão do passaporte. Pois é.
O voo em questão, de Lulinha e Careca, é o Latam JJ–8148. A informação de que o calvo e Lulinha foram para Portugal foi revelada no depoimento de um ex-funcionário do gatuno do INSS, Edson Claro. A lista de passageiros do voo JJ–8148 comprova a veracidade do passeio.
No depoimento, Edson também revelou que Lulinha recebia uma “mesada” do Careca — de cerca de R$ 300 mil mensais. Segundo ele, o descabelado também fez um pagamento de R$ 25 milhões para o filho do Presidente da República.
No âmbito da Coffee Break, segundo a Federal, Kalil recebeu uma BMW, de propina, ou pagamento, pela atuação como lobista para André Mariano, em órgãos como o Ministério da Educação. Os contratos articulados por Kalil, em parceria com a empresa Life, seriam superfaturados em até 35 vezes acima dos valores de mercado. O esquema ocorreu em Sumaré, Hortolândia e Limeira.
Se a PF continuar com esse vigor e afinco, vasculhando tudo e a todos, os deliciosos pastéis de Belém, em breve, vão causar indigestão, dor de barriga e, no final, "prisão de gente".