O movimento capitaneado pela União Brasileira dos Caminhoneiros (UBC), que convocou uma geral no País a partir desta quinta-feira (4), não teve adesão nas rodovias da RMC (Região Metropolitana de Campinas) e Região da Baixa Mogiana.
Um levantamento feito pelo Portal Zatum Notícias mostrou que o trânsito não teve nenhuma anormalidade além do corriqueiro nas rodovias Anhanguera (SP-330), D. Pedro I (SP-065), Bandeirantes (SP-348), Governador Doutor Adhemar Pereira de Barros (SP-340), Santos Dumont (SP-075) e Zeferino Vaz (SP-332).
Apesar da intensa mobilização nas redes sociais, o movimento já nasce marcado pela divisão entre associações e cooperativas. A maior parte da categoria, entretanto, diverge da manifestação e teme uso político de uma eventual paralisação.
Entidades que representam transportadores autônomos refutam uma adesão formal ao movimento, apontam para anistia aos envolvidos nos atos do 8 de Janeiro como pano de fundo e afirmam que os caminhoneiros não serão utilizados como “massa de manobra”.
Na terça (3), a entidade protocolou uma petição quanto à greve junto à Presidência da República. A UBC lista 18 pleitos da categoria. Entre eles:
• a estabilidade contratual do caminhoneiro;
• a reestruturação do Marco Regulatório do Transporte Rodoviário de Cargas;
• atualização do piso mínimo do frete especialmente para veículos de nove eixos;
• congelamento das dívidas de caminhoneiros autônomos pelo prazo de 12 meses;
• aposentadoria especial após 25 anos de atividade;
• isenção de pesagem entre eixos;
• linha de crédito de até R$ 200 mil para caminhoneiros;
• destinação de 30% das cargas de empresas estatais para caminhoneiros autônomos.