A Polícia Federal prendeu preventivamente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na manhã deste sábado (22), em Brasília. A prisão marca o desfecho do processo que investiga a trama golpista, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes.
Loading...
Apesar de tudo, a medida não tem relação direta com a condenação por tentativa de golpe de Estado, mas se trata de uma medida cautelar. Bolsonaro foi detido por volta das 6h e reagiu com tranquilidade à prisão preventiva. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não estava em casa no momento da detenção.
Bolsonaro, que já cumpria regime domiciliar desde o dia 4 de agosto, foi levado pela PF após a decretação da prisão preventiva. A decisão judicial citou a necessidade de "garantia da ordem pública" como justificativa para a medida.
A prisão ocorreu horas depois que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, convocou uma vigília para a noite deste sábado. A mobilização foi considerada pelo STF como um dos fatores que levaram à decisão de converter a prisão domiciliar em preventiva.
Em nota oficial, a Polícia Federal informou que "cumpriu mandado de prisão preventiva por decisão do STF". O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão nos processos relacionados aos atos golpistas.
Após os trâmites iniciais, Bolsonaro foi levado para a Superintendência da PF, onde ficará em uma sala de Estado — espaço reservado para autoridades como presidentes da República.
Na sexta-feira (21), um dia antes da prisão, a defesa de Bolsonaro havia protocolado pedido ao STF para manter o ex-presidente em regime domiciliar. Os advogados alegaram problemas de saúde do ex-presidente e chegaram a mencionar "risco à vida" em petição endereçada ao ministro Alexandre de Moraes.
A defesa argumentava que Bolsonaro deveria permanecer em sua residência, onde já cumpria prisão domiciliar há quase quatro meses. O pedido, no entanto, foi superado pelos eventos que culminaram na prisão preventiva deste sábado.