Cidades PICARETAS
Até as meias e cuecas dos irmãos Bittar foram compradas com dinheiro da ladroagem (Coluna do Raoni)
Dupla é profissional em fazer negociatas
17/11/2025 09h03 Atualizada há 7 meses
Por: Zatum Notícias Fonte: RAONI ZAMBI
Kalil e Fernando, dois ladrões profissionais (Crédito: Reprodução)

Se Kalil e Fernando Bittar comprarem pastéis de feira, com certeza, será pago com dinheiro surrupiado dos cofres públicos. Se os verdadeiros “irmãos metralha” quiserem degustar tempurás de camarão na Liberdade, um tacacá no Pará ou uma moqueca capixaba feita em panela de barro, não se enganem, o débito será realizado com grana tomada, na mão leve, dos pagadores de impostos. São gatunos profissionais, mestres do afano.

Desde que o pai, Jacó Bittar, foi prefeito em Campinas, no início da década de noventa, o bando ostenta um patrimônio vultoso, incompatível com as declarações de imposto de renda. Aliás, o genitor teve diversos problemas com a Justiça. Recentemente, a “familícia” recebeu oficiais de Justiça em suas casas, com cobranças das maracutaias deixadas como herança pelo velho. A corrupção está no DNA.

Com o retorno de Lula, Fernando e Kalil voltaram a circular pelos corredores do poder, em Brasília. São amigos íntimos, com direito a rega-bofes com vinhos caríssimos, de Ricardo Stuckert, o fotógrafo pessoal do presidente. O primogênito viajou para a China, na comitiva do vice Geraldo Alckmin (PSB), a fim de defender os interesses de André Mariano, empresário preso na Operação Coffee Break da PF (Polícia Federal), sob suspeita de fraudes no FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação).

Na Capital Federal, os irmãos fazem negociatas todos os dias, visitam deputados, senadores, ministros e participam de reuniões com empresários do setor de fibras óticas e empreiteiras de terraplanagem, entre outras. Em comum, tais empresas mantêm licitações com governos e prefeituras. Kalil e Fernando são os responsáveis por abrir portas e facilitar os caminhos até o poder central. Em troca, recebem muita grana suja.

Fernando matou no peito a história do Sítio de Atibaia, que recebeu uma ampla reforma de empreiteiras que mantinham contratos com o governo de Lula. Para os promotores da Lava-Jato, a propriedade era do bandido maior. Entretanto, ficou o dito pelo não dito. Agora, essa fidelidade está gerando polpudos dividendos.

Na contramão, após ser traído pela esposa com um personal trainer fortão, Fernando foi obrigado a sofrer em silêncio. A ex-esposa ameaçou entregar todos os esquemas, com notas, provas e contraprovas. No final, todos os bens, incluindo casas, escritórios e apartamentos, ficaram para a mulher.

E como são cínicos, consideram-se progressistas. Falácia. Os bilontras são a favor somente do progresso financeiro pessoal e familiar. O triste é saber que figuras históricas e de proa do PSB (Partido Socialista Brasileiro) foram duramente perseguidas, na Ditadura Militar de 1964, para que tais manatas, em plena democracia, roubem e acumulem fortunas, às custas da falta de recursos para a educação, saúde e segurança, por exemplo. Uma ironia é que ainda são arrogantes e pretensiosos.

Pessoas pretas como eu são as maiores prejudicadas pela roubalheira de Jacó, Kalil e Fernando. Se a lei permitisse, chamaria os argamandeis vivos para um duelo à moda antiga, já que o pai está no lago de fogo e enxofre, sendo açoitado ininterruptamente por demônios. Se morresse na batalha, seria herói. Caso contrário, tornar-me-ia glorioso, pelo bem do Brasil.

A BMW de luxo, que a Polícia Federal aponta como provável pagamento de propina a Kalil no âmbito da Operação Coffee Break, é apenas mais uma das bandalheiras desses punguistas. Fernando ficou traumatizado pelo fato de agentes da PF terem tomado sua moradia, na época do lavajatismo, à caça de documentos e provas do Sítio de Atibaia. Ora bolas, se não querem receber tais visitas, é só não roubar.

E de minha parte, seguirei denunciando as roubalheiras. Tornou-se missão de vida.