Cidades COMPLICADO
Justiça afasta prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga, por suspeita de desvios de dinheiro público da saúde
Operação da PF que investiga fraudes na Saúde prendeu empresário amigo do prefeito; Manga reage nas redes sociais e alega perseguição política
06/11/2025 10h41
Por: Zatum Notícias Fonte: Da Redação
Rodrigo Manga foi afastado do cargo pela Justiça (Crédito: divulgação)

O comando da Prefeitura de Sorocaba muda de mãos pelos próximos seis meses. O prefeito Rodrigo Manga (Republicanos) foi afastado do cargo por 180 dias, por decisão judicial, no âmbito da segunda fase da "Operação Copia e Cola" da Polícia Federal, deflagrada nesta quinta-feira (06). Com a decisão, o vice-prefeito, Fernando Neto (PSD), assume o Executivo municipal.

A operação investiga irregularidades e desvios de recursos públicos em contratos da área da Saúde. Além do afastamento de Manga, a PF cumpriu sete mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva, expedidos pelo TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região).

Entre os presos está o empresário Marco Silva Mott, descrito como amigo pessoal do prefeito. Ele é suspeito de atuar como lobista e de participar de um esquema de lavagem de dinheiro vinculado a diversos contratos da prefeitura.

Reação e Contexto

Cumprindo agenda em Brasília, Rodrigo Manga utilizou suas redes sociais para se pronunciar sobre o afastamento. Em um vídeo, ele atribuiu a decisão judicial a uma manobra política, afirmando que "os caras tentam tirar do jogo qualquer um que ameaça a candidatura deles". O prefeito afastado ligou a operação ao seu crescimento político e supôs que sua popularidade, inclusive para cargos como o Senado, estaria incomodando adversários.

A trajetória de Manga é notável pela rápida ascensão. Ex-vendedor de veículos e com formação em marketing, ele construiu uma base sólida nas redes sociais, acumulando milhões de seguidores com vídeos curtos e de grande apelo popular. Essa estratégia o levou de vereador à prefeitura em 2020. Sua gestão, contudo, também é marcada por polêmicas, incluindo publicações com desinformação que já foram alvo de questionamentos do Ministério Público.

O outro lado

Em nota, a defesa do empresário Marco Silva Mott declarou que a prisão "ocorreu em virtude de conjecturas e suposições da polícia judiciária" e a classificou como "desnecessária", argumentando que o cliente sempre esteve à disposição das autoridades. Os advogados afirmaram que irão "esclarecer os equívocos" ao tribunal.