Uma ida ao HMP (Hospital Municipal de Paulínia) na noite de segunda-feira (03) pode custar a prisão domiciliar de Débora Rodrigues, condenada pelos atos de 8 de Janeiro e conhecida como "Débora do Batom". A saída não foi autorizada previamente pela Justiça.
O NMP (Núcleo de Monitoramento de Pessoas) de São Paulo comunicou o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), sobre a violação da área domiciliar, que durou das 20h38 de segunda até as 03h07 de terça-feira (04).
O relatório enviado a Moraes informa que, ao detectar a infração, o NMP contatou o marido de Débora. Ele justificou que a esposa "passou mal" e estava sendo atendida no hospital municipal. A informação foi reforçada pela irmã da monitorada, que relatou fortes dores.
Infecção confirmada
De acordo com os familiares, exames realizados na unidade de saúde confirmaram o diagnóstico de infecção urinária. O sistema de monitoramento registrou a chegada ao hospital por volta das 20h50 e a saída às 2h22, seguida de uma parada de 20 minutos em uma farmácia antes do retorno à residência.
Apesar da justificativa médica, a saída sem autorização configura, inicialmente, um descumprimento de medida cautelar.
Caberá ao ministro Alexandre de Moraes analisar o relatório e a justificativa. Se entender que o descumprimento não foi justificado pela emergência, Débora, que cumpre pena de 14 anos, poderá ter a prisão domiciliar revogada e ser encaminhada a um presídio.