A Prefeitura de Campinas confirmou nesta segunda-feira (3) o primeiro caso de intoxicação por metanol no município. A vítima é um homem de 29 anos, que ingeriu bebida alcoólica adulterada enquanto trabalhava em Mairiporã, na Grande São Paulo. Ele apresentou sintomas no dia 25 de outubro, foi internado em hospital fora da Região Metropolitana de Campinas e já recebeu alta médica.
Com a confirmação, Campinas passa a integrar a lista de cidades paulistas com registros de contaminação por metanol, substância altamente tóxica usada em processos industriais e imprópria para consumo humano.
Segundo balanço atualizado da Secretaria de Estado da Saúde, o número de casos confirmados subiu para 47, com nove mortes registradas. Outros nove casos seguem em investigação, incluindo dois óbitos suspeitos — um em Piracicaba e outro em São Vicente.
O governo paulista mantém uma força-tarefa para rastrear a origem das bebidas contaminadas, que estariam sendo vendidas de forma irregular em diferentes regiões do estado.
A ingestão de metanol pode causar cegueira, insuficiência renal, parada cardiorrespiratória e morte. Mesmo em pequenas doses, o produto provoca danos neurológicos graves. A população é orientada a evitar o consumo de bebidas sem procedência e a denunciar locais suspeitos à Vigilância Sanitária ou à Polícia Civil.