Cidades JUSTIÇA?
Júri de idoso que confessou assassinato da esposa é adiado pela 2° vez em Mogi Guaçu
Jairo Momesso, que matou a mulher com um tiro de espingarda após 52 anos de casamento, só será julgado em março de 2026
04/11/2025 00h54 Atualizada há 8 meses
Por: Zatum Notícias Fonte: Redação
Jairo Momesso confessou ter matado Vera Lúcia Tezzaro Momesso (Crédito: Arquivo Pessoal)

A Justiça de Mogi Guaçu adiou, pela segunda vez, o julgamento por júri popular de Jairo Momesso, idoso que confessou ter assassinado a esposa com um tiro na cabeça em abril de 2023. O casal estava junto há 52 anos. Inicialmente marcado para 12 de maio de 2025, o julgamento havia sido remarcado para segunda-feira (3). 

No entanto, na sexta-feira anterior (31), a juíza responsável pelo caso decidiu pelo novo adiamento – agora para 30 de março de 2026. O motivo foi a não intimação de uma testemunha considerada essencial a tempo.

Momesso foi preso em flagrante em 1º de maio de 2023, pouco depois do crime. Na audiência de custódia, a prisão foi convertida em preventiva, com a Justiça citando o “motivo fútil” do crime como indício de “acentuada periculosidade”.

No entanto, cinco meses depois, em outubro de 2023, o réu conseguiu um habeas corpus e passou a responder ao processo em liberdade.

O crime

O crime ocorreu após uma discussão doméstica. De acordo com seu depoimento, Momesso se desentendeu com a irmã e ouviu da esposa, Vera Lúcia Tezzaro Momesso, que a culpa era dele. Ele disse à polícia que, nesse momento, perdeu a cabeça.

Após atirar na esposa, que foi encontrada morta no sofá por vizinhos que ouviram o disparo, Momesso escreveu em um grupo de WhatsApp da família que havia matado a mulher e iria se suicidar. Ele afirmou ter tentado se matar em seguida, mas que a arma falhou.

O filho do casal foi ao local e encontrou a mãe morta e o pai sob efeito de álcool. À Polícia Militar, ele relatou que o pai tinha histórico de alcoolismo, que teria tornado a relação conjugal difícil no passado, mas que a situação havia melhorado recentemente.

A arma do crime, uma espingarda calibre .28, foi apreendida e identificada como não registrada pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP).

A reportagem não conseguiu contato com a Defesa do acusado. O espaço está aberto caso haja um posicionamento.