A artista Marisa Molchansky, conhecida como Brisa, acaba de lançar nas principais plataformas digitais o EP “Brisa da Manhã”. Disponível desde 21 de outubro, o projeto é um convite ao público infantil – e aos adultos que ainda guardam uma criança dentro de si – para um mergulho musical afetivo e educativo.
Diferente de muitas produções do gênero, o EP nasceu de um processo colaborativo único: as faixas foram construídas em sala de aula, a partir das vivências e dos temas que surgiam no dia a dia dos alunos de Brisa.
Música como Ponte para as Emoções
Em entrevista, a artista explicou a essência do projeto. “Brisa da Manhã é um convite para que todas as pessoas possam, juntas, se conectar com a leveza e a profundidade que a música oferece. É sobre encontrar coragem nos vários momentos da vida e aprender a expressar as emoções”, conta.
O repertório percorre temas universais da infância, como medo, vergonha, gostos pessoais e a rotina de animais de estimação, tudo sob uma perspectiva lúdica e sensível.
Um Processo Criativo Colaborativo
Brisa detalha que as canções foram gestadas a partir de seu repertório inicial, que ganhou vida e forma com a contribuição direta das crianças. “A maioria [das músicas] foi feita em sala de aula, abordando temas que surgiam no dia a dia. A ‘Meg Meguinha’, por exemplo, foi feita com uma mãe e sua filha, minha aluna”, relembra.
Um dos momentos mais marcantes deu origem à faixa “Os Destinos”. “Uma aluna me disse: ‘eu tenho medo, eu tenho vergonha’. E eu respondi: então vamos escrever cartinhas para a vergonha e para o medo. Foi daí que nasceu a música, de um jeito muito delicado”, compartilha a cantora.
Produção e Participações Especiais
A produção do EP contou com a colaboração do multi-instrumentista Deivyson Fernandez, responsável pela coprodução, contrabaixo, teclado, violão e guitarra. “Ele é extremamente talentoso, sensível e profissional. A parceria fluiu de forma natural, e eu sou muito grata por isso”, elogia Brisa. A bateria ficou por conta de Filipe Lapa.
Para acrescentar autenticidade e doçura ao trabalho, Brisa convidou crianças para participar dos coros, incluindo sobrinhas e filhos de amigos. “Eu queria muito essa presença infantil, essa alegria inerente às crianças. Foi um prazer enorme poder convidá-las e tê-las nesse trabalho”, completa.
“Brisa da Manhã” se propõe a ser mais que um disco; é uma experiência que usa a música como ponte para o diálogo entre gerações, incentivando a imaginação e, sobretudo, o acolhimento das emoções.