Sob forte comoção de amigos e familiares, Priscila Adelângela Moraes, que tinha 40 anos, foi sepultada na manhã desta quinta-feira (23) no Cemitério Municipal Santo Antônio, no Jardim Novo 2, em Mogi Guaçu. Ela foi covardemente assassinada na terça-feira (21) por Dorivaldo da Silva Pereira, de 40 anos. O criminoso confesso foi preso pela PM (Polícia Militar).
O feminicídio gerou revolta e grande repercussão na região. “Trata-se de mais um crime de ódio contra as mulheres. A nossa sociedade precisa refletir e ser mais dura, nas condenações, contra aqueles que estão nos matando”, afirmou a moradora da região central de Campinas, a contadora Fernanda Costa Bispo, de 35 anos.
Histórico
Um brutal feminicídio ocorrido na zona rural de Mogi Guaçu foi desvendado na noite de terça-feira (21) após o próprio autor do crime confessar o assassinato. Dorivaldo da Silva Pereira, de 40 anos, foi preso em flagrante por matar a esposa, Priscila Adelângela Moraes, de 40 anos, com ao menos 15 facadas, tentar desmembrar seu corpo e, em seguida, ocultá-lo em um lago.
O crime aconteceu em um sítio onde o casal vivia. Segundo o relato do autor à polícia, uma discussão entre os dois começou por volta das 19h. Dorivaldo alegou que, durante a briga, Priscila o teria atingido primeiro com uma faca na perna.
No entanto, ele confessou que, ao tomar a faca dela, desferiu o primeiro golpe no pescoço da vítima, seguido por outro na barriga e múltiplos outros em diversas partes do corpo, totalizando 15 facadas. Em um relato que demonstra extrema crueldade, o homem ainda admitiu ter tentado arrancar a perna da esposa, mas parou por não conseguir.
Após o assassinato, ocorrido sobre um sofá, Dorivaldo iniciou uma tentativa de ocultar o crime. Ele lavou o sofá, a casa e a própria faca utilizada. Em seguida, colocou o corpo de Priscila no porta-malas de um veículo Kia Cerato, dirigiu até um lago nas proximidades da propriedade e usou pedras para afundar o corpo na água.
A Polícia Militar foi acionada pelo proprietário do sítio, que é tio do assassino. O tio relatou aos policiais que Dorivaldo havia confessado o crime primeiramente ao seu próprio irmão.
Na abordagem policial, Dorivaldo da Silva Pereira não ofereceu resistência e narrou novamente os detalhes do crime. O Corpo de Bombeiros foi chamado e, com as indicações do autor, conseguiu localizar o corpo da vítima submerso no lago.
O homem passou por atendimento médico devido ao ferimento alegado na perna e foi conduzido à Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Mogi Guaçu. O delegado de plantão ratificou a prisão em flagrante, e a Justiça decretou sua prisão pelos crimes de Feminicídio Consumado e Ocultação de Cadáver. A Polícia Civil investigará as circunstâncias e a motivação da discussão que levou ao crime.