Cidades CRUELDADE
Passo-a-passo: marido relata detalhes de feminicídio cometido em sítio de Mogi Guaçu
O corpo da vítima foi localizado submerso em um lago da propriedade pelo Corpo de Bombeiros, após o próprio suspeito ter detalhado o crime
22/10/2025 09h24 Atualizada há 9 meses
Por: Zatum Notícias Fonte: Redação
Priscila Adelangela Moraes fez 39 anos no dia 15 de agosto (Crédito: Arquivo Pessoal/Divulgação)

Priscila Adelangela Moraes fez 39 anos no dia 15 de agosto. Era casada com Dorivaldo da Silva Pereira, de 40 anos. Após uma discussão, o homem, aplicou ao menos 15 facadas na pessoa que dizia amar. Ele ainda confessou que tentou arrancar a perna da vítima, mas como não consegui, parou com os ataques. 

O caso aconteceu na noite de terça-feira (21), em um sítio na zona rural de Mogi Guaçu. O corpo da vítima foi localizado submerso em um lago da propriedade pelo Corpo de Bombeiros, após o próprio suspeito ter detalhado o crime.

Veja a cronologia do crime:

Início da briga - Os motivos do início da briga serão determinados durante a investigação da Polícia Civil, mas a discussão entre o casal começou por volta das 19h da terça-feira (21).

Alegou que reagiu - o autor do assassinato alegou que durante a briga, ela o atingiu na perna com a faca. 

Crueldade e sadismo - No momento em que a faca caiu, ele a pegou e desferiu o primeiro golpe no pescoço da vítima, o segundo na barriga e outros em diversas partes do corpo. Ele ainda afirmou ter tentado arrancar a perna da mulher, mas não conseguiu. No total, foram 15 facadas.

Tentativa de Ocultaçao - Dorivaldo confessou que, após o crime, lavou toda a casa, o sofá onde o assassinato ocorreu e a própria arma do crime, que ainda estava próxima ao móvel. Em seguida, colocou o corpo da vítima no porta-malas de um veículo Kia Cerato, levou-o até um lago nas proximidades e o afundou utilizando pedras.

Chamado da PM - o crime ocorreu em um sítio. A PM foi acionada pelo proprietário do local e tio do assassino. Ele contou aos policiais que o a confissão aconteceu para o irmão do autor do crime.

Prisão sem reação - Na abordagem, que ocorreu sem resistência, Dorivaldo narrou aos policiais o crime. Ele passou por atendimento médico e foi apresentado ao plantão policial. A Justiça decretou sua prisão em flagrante pelos crimes de Feminicídio Consumado e Ocultação de Cadáver. 

O caso foi levado e registrado no plantão policial da CPJ (Central de Polícia Judiciária) de Mogi Guaçu. Até a publicação desta reportagem, não havia informações sobre horário e local do velório e enterro.