Mantidas as condições atuais de temperatura, pressão e volume, Lula (PT) deverá ser reeleito em 2026. Há três meses, pouco mais e pouco menos, o cacique petista estava morimbundo no Palácio do Planalto.
O preço do café, o canavial de disparates proferidos por Janja, o escândalo do INSS, os vídeos virais e mentirosos de Nikolas Ferreira e a relação gelatinosa com o Congresso, e até aliados, mantinham a popularidade do presidente na lona.
Disputar a reeleição era dúvida. Hoje, a equipe de Lula posta vídeos dele correndo, mostrando vigor e virilidade. Não é atoa que ele tem discursado que está com o “tesão” de 20 anos.
A virada do cenário favorável para o petismo começou quando o parvo Eduardo Bolsonaro (PL) decidiu desembarcar nos Estados Unidos da América, para conspirar contra o Brasil. Com o anúncio das taxações pelo republicano Donald Trump, Lula ganhou o discurso do nacionalismo, colocou o boné com a frase “O Brasil é dos brasileiros” e a defesa da soberania nacional.
Setores cruciais para a economia nacional, como a indústria e o agronegócio, sentiram o golpe. A situação chegou a causar certo pânico entre os cidadãos. Lula acertou em cheio e foi ágil ao responsabilizar a família Bolsonaro pelas taxas. Memes contrários às imposições trampitas viralizaram, e quase sempre eram contra as medidas financeiras contra às ingerências do exterior.
“Dudu Bananinha” subiu a aposta e chegou a gravar vídeos contra o Brasil. Um flagrante caso de lesa pátria. Por outro lado, Lula tem viajado o país, dado muitas entrevistas e o preço de alguns alimentos, como o azeite, caiu. Importante salientar que o eleitor sempre vota com o estômago, com o garfo na mão.
Além disso, a direita segue desunida e autofágica. Por esses dias, Ronaldo Caiado (União Brasil) e Ciro Nogueira comeram-se, com dentadas ferozes, um ao outro. O MBL (Movimento Brasil Livre) também não se entende com o bolsonarismo raiz. Parece até as tretas entre PCO e PSTU, do início dos anos 2000.
Sidônio Palmeira escondeu Janja e tem sido assertivo na comunicação, que está mais leve e com diversos pontos de interseção com conteúdos da atualidade. Assim, somente a morte, ou tenebroso escândalo, com proporções apocalípticas, para tirar de Lula mais um mandato presidencial a partir de 2027.