Quando submetidos a um escrutínio franco, a conclusão possível é que Lula e Bolsonaro não são tão divergentes. Ambos são populistas de massa, enriqueceram a si e aos familiares em negócios escusos com o estado, e são covardemente fisiológicos, patrimonialistas e governam criando divisões.
Se por um lado o bolsonarismo nega vacinas, o lulismo é condicente com a criminalidade. Enquanto o capitão foi um péssimo militar, foi expulso do Exército de Caxias e fez trambicagens com joias que recebeu de presente no plano da institucionalidade, milagrosamente os filhos e entorno do ex-sindicalista estão bilionários.
E a iniquidade do petista ainda vai além. Lula tem duas faces, uma que faz bravatas sobre inclusão em comícios. E há a outra, a verdadeira. Essa governa com os de sempre. Por exemplo, ele não indicou uma mulher preta para o STF (Supremo Tribunal Federal), e nem o fará.
A nação não pode ficar refém de tais sinônimos da estultice. É necessário, em 2026, um nome de consenso, que consiga dialogar com forças opostas, com sensibilidade e cordialidade.
Passou da hora dessa infame dita polarização tornar-se passado, coisa de livros de história. O revanchismo político, que persegue e deturpa a letra da lei, também cega aqueles que estão em cargos públicos. O tempo que deveria ser gasto na formulação de políticas públicas, têm sido desperdiçado em articulações pela anistia, malcriações da Janja e relações familiares conflituosas. É absurdo.
Sem Lula e Bolsonaro, o Brasil poderá, enfim, respirar aliviado e repensar formas de trilhar novas veredas.